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Sociologia: Movimentos Sociais

Sociologia 3ª Série EM Sociologia: Movimentos Sociais 10 questoes

Atividade de Sociologia para 3ª Série EM sobre Sociologia: Movimentos Sociais. Pronta para imprimir, editar e compartilhar no CriarProvas.

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Informacoes Pedagogicas

Alinhamento BNCC

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Sobre esta atividade

Atividade sobre Movimentos Sociais para o 3ª Série do Ensino Médio, abordando definição, características, teorias clássicas e contemporâneas, tipos de movimentos (reivindicatórios, identitários, ambientais), movimentos sociais no Brasil (MST, movimento negro, feminista, estudantil, indígena, sindical), ciclos de protesto e ação coletiva nas redes sociais.

O que ensinar

Compreender o conceito de movimento social como ação coletiva com objetivo de transformação social. Identificar as características dos movimentos sociais: identidade coletiva, projeto político, organização e demandas. Analisar as teorias clássicas (massas irracionais, multidão) e dos novos movimentos sociais (Touraine, Melucci, Gohn) com foco em identidade e direitos culturais. Classificar os tipos de movimentos: reivindicatórios (sindical, estudantil, sem-terra, moradia), identitários (negro, feminista, LGBTQIA+, indígena, quilombola), ambientais (ecologia, justiça climática) e de direitos humanos. Conhecer a história e as principais características dos movimentos sociais brasileiros: MST, MTST, movimento negro, movimento feminista, movimento estudantil (UNE, caras pintadas), movimento indígena (CIMI, UNI, APIB) e movimento sindical (CUT, greves do ABC). Analisar os ciclos de protesto no Brasil: Diretas Já (1984), Fora Collor (1992), Jornadas de Junho (2013) e protestos de 2015-16. Relacionar movimentos sociais ao uso de redes sociais (Primavera Árabe, #BlackLivesMatter).

Conteudo abordado

Movimentos sociais são formas de ação coletiva estruturada com o objetivo de promover ou resistir a mudanças sociais. Eles se caracterizam por: identidade coletiva (sentimento de pertencimento a um grupo com interesses e valores comuns), projeto político (visão de sociedade e objetivos de transformação), organização (formas de liderança, divisão de tarefas, estratégias de ação) e demandas (reivindicações concretas ao Estado ou à sociedade). As teorias sobre movimentos sociais evoluíram ao longo do tempo. A abordagem clássica (século XIX e início do XX) via os movimentos como fenômenos irracionais, de massas manipuladas (Gustave Le Bon, A Psicologia das Multidões) ou como expressão de tensões sociais decorrentes da modernização. Já a abordagem dos Novos Movimentos Sociais (anos 1960-70 em diante), com autores como Alain Touraine, Alberto Melucci e Maria da Glória Gohn, enfatiza que os movimentos contemporâneos não se limitam a reivindicações econômicas (como os movimentos operários clássicos), mas também lutam por identidade, autonomia, reconhecimento cultural e simbólico, qualidade de vida e participação política. Esses movimentos valorizam a horizontalidade, a democracia interna e a ação direta. Os movimentos sociais podem ser classificados em diversos tipos. Movimentos reivindicatórios: sindical (luta por direitos trabalhistas, salários, condições de trabalho), estudantil (luta por educação pública, democracia na universidade), sem-terra (reforma agrária, acesso à terra), sem-teto (moradia popular, direito à cidade). Movimentos identitários: movimento negro (combate ao racismo, igualdade racial, valorização da cultura afro-brasileira), movimento feminista (igualdade de gênero, fim da violência contra a mulher, direitos reprodutivos), movimento LGBTQIA+ (direitos civis, combate à homofobia e transfobia), movimento indígena (demarcação de terras, direitos originários, preservação cultural), movimento quilombola (direitos territoriais, reconhecimento). Movimentos ambientais: ecologia, justiça climática, preservação da biodiversidade, combate ao desmatamento. No Brasil, destacam-se: MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), fundado em 1984, que luta pela reforma agrária através da ocupação de latifúndios improdutivos; MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto), que luta por moradia popular e direito à cidade. O movimento negro brasileiro tem raízes em Zumbi dos Palmares e no Quilombo dos Palmares; Abdias Nascimento fundou o Teatro Experimental do Negro (1944) e o MNU (Movimento Negro Unificado) foi criado em 1978, lutando contra o racismo estrutural. O movimento feminista brasileiro conquistou o voto feminino (1932), a Lei Maria da Penha (2006, contra violência doméstica), e luta por igualdade salarial e direitos reprodutivos; a Marcha das Margaridas reúne trabalhadoras rurais. O movimento estudantil: a UNE (União Nacional dos Estudantes) foi fundada em 1937, protagonizou a resistência à ditadura militar (1964-1985) e os caras pintadas pelo impeachment de Collor (1992). O movimento indígena: CIMI (Conselho Indigenista Missionário), UNI (União das Nações Indígenas) e APIB (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil), que luta pela demarcação de terras e direitos originários. O sindicalismo: a CUT (Central Única dos Trabalhadores) foi fundada em 1983; as greves do ABC paulista (1978-80) lideradas por Lula marcaram o ressurgimento do sindicalismo brasileiro no final da ditadura. Ciclos de protesto no Brasil: Diretas Já (1984) — gigantescos comícios exigindo eleições diretas para presidente; Fora Collor (1992) — protestos estudantis que levaram ao impeachment do presidente Collor; Jornadas de Junho (2013) — inicialmente contra o aumento das tarifas de transporte, expandiram-se para críticas aos gastos com a Copa do Mundo e à qualidade dos serviços públicos; protestos de 2015-16 — contra e a favor do impeachment de Dilma Rousseff. Internacionalmente, a Primavera Árabe (2011) usou redes sociais para organizar protestos no Egito, Tunísia e outros países. O movimento #BlackLivesMatter (2013) nos EUA luta contra a violência policial racista. Nos dias atuais, as redes sociais (Facebook, Twitter/X, Instagram, TikTok, WhatsApp) transformaram a organização e a difusão dos movimentos sociais, permitindo mobilização rápida, visibilidade global e descentralização, mas também gerando desafios como desinformação e vigilância. Movimentos conservadores e de reação também emergem, disputando pautas e influência na sociedade. ONGs e o terceiro setor atuam como organizações da sociedade civil que apoiam movimentos sociais ou atuam em causas específicas, muitas vezes com financiamento de instituições nacionais e internacionais.

Como ensinar

Iniciar perguntando aos alunos se já participaram de alguma forma de ação coletiva ou protesto, mapeando o conhecimento prévio. Utilizar documentários e reportagens sobre movimentos sociais brasileiros. Analisar letras de músicas, cartazes e fotografias históricas de protestos. Promover debates sobre a eficácia dos movimentos sociais na conquista de direitos. Realizar simulação de assembleia de um movimento social (MST, movimento estudantil). Comparar movimentos sociais brasileiros com movimentos internacionais. Analisar o papel das redes sociais na organização de protestos recentes. Convidar lideranças de movimentos sociais locais para palestras.

Maiores dificuldades

Confundir movimentos sociais com partidos políticos ou ONGs. Dificuldade em compreender a diferença entre as abordagens clássica e dos novos movimentos sociais. Reduzir os movimentos sociais a ações violentas ou desorganizadas. Dificuldade em relacionar os movimentos sociais brasileiros ao contexto histórico e político. Não reconhecer a diversidade interna dos movimentos (diferentes correntes e estratégias). Dificuldade em compreender o papel das redes sociais na mobilização contemporânea.

Banca
Sociologia: Movimentos Sociais
Sociologia: Movimentos Sociais
Sociologia · Sociologia: Movimentos Sociais · 3ª Série EM · 2026
Leia atentamente todas as questões antes de responder.
1. Movimentos sociais podem ser definidos como:
A) ações individuais isoladas que buscam benefícios pessoais
B) formas de ação coletiva estruturada com objetivo de transformação social
C) organizações governamentais que implementam políticas públicas
D) instituições religiosas que promovem caridade

2. A abordagem dos Novos Movimentos Sociais (Touraine, Melucci, Gohn) se diferencia da abordagem clássica por enfatizar:
A) a irracionalidade das massas e a manipulação dos movimentos por líderes autoritários
B) a luta por identidade, autonomia e direitos culturais, indo além das reivindicações exclusivamente econômicas
C) a necessidade de os movimentos se tornarem partidos políticos para alcançar mudanças
D) o caráter exclusivamente violento e revolucionário dos movimentos sociais

3. O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), fundado em 1984, luta principalmente por:
A) direitos trabalhistas e previdenciários para empregados rurais
B) reforma agrária e acesso à terra para trabalhadores rurais sem-terra
C) demarcação de terras indígenas e preservação ambiental
D) melhores salários e condições de trabalho nas fábricas

4. A Lei Maria da Penha (2006) é uma importante conquista do movimento:
A) negro
B) LGBTQIA+
C) feminista
D) estudantil

5. O Movimento Negro Unificado (MNU), fundado em 1978, tem como principal objetivo:
A) lutar pela independência política dos estados do Norte e Nordeste
B) combater o racismo estrutural e promover a igualdade racial no Brasil
C) defender os direitos dos povos indígenas à demarcação de terras
D) promover a reforma agrária e o acesso à terra para quilombolas

6. A UNE (União Nacional dos Estudantes) teve um papel de destaque na história brasileira, especialmente:
A) na luta pela abolição da escravatura em 1888
B) na resistência à ditadura militar (1964-1985) e no movimento pelo impeachment de Collor (1992)
C) na organização das greves operárias do ABC paulista em 1978
D) na fundação do Partido dos Trabalhadores (PT) em 1980

7. O movimento indígena no Brasil luta principalmente por:
A) reforma agrária e acesso à terra para trabalhadores rurais
B) demarcação de terras indígenas, direitos originários e preservação cultural
C) igualdade de gênero e combate à violência doméstica
D) direitos trabalhistas e sindicais para empregados urbanos

8. As greves do ABC paulista (1978-1980) são consideradas um marco do sindicalismo brasileiro porque:
A) foram as primeiras greves de trabalhadores rurais no Brasil
B) marcaram o ressurgimento do movimento sindical no final da ditadura militar, lideradas por Lula
C) foram organizadas exclusivamente por estudantes universitários
D) resultaram na imediata redução da jornada de trabalho para 40 horas

9. As Jornadas de Junho de 2013 no Brasil tiveram como estopim inicial:
A) as denúncias de corrupção contra o governo Dilma Rousseff
B) o aumento das tarifas de transporte público em várias capitais
C) a aprovação da reforma trabalhista pelo Congresso Nacional
D) a derrota da seleção brasileira na Copa do Mundo

10. Escolha UM movimento social brasileiro (MST, movimento negro, movimento feminista, movimento estudantil, movimento indígena ou movimento sindical) e analise: a) as causas ou motivações que deram origem ao movimento; b) as principais formas de atuação e organização; c) pelo menos duas conquistas ou avanços obtidos pelo movimento ao longo de sua história.

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