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A Figura Paterna na Literatura Brasileira

Português/Literatura 2ª Série EM Dia dos Pais: Pai na Literatura 10 questoes

Atividade de Português/Literatura para 2ª Série EM sobre Dia dos Pais: Pai na Literatura. Pronta para imprimir, editar e compartilhar no CriarProvas.

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Informacoes Pedagogicas

Alinhamento BNCC

EM13LP01EM13LP02EM13LP04

Sobre esta atividade

Atividade sobre as representações da figura paterna na literatura brasileira, do Romantismo à contemporaneidade. Os alunos analisarão excertos de obras e poemas que retratam diferentes imagens do pai — autoritário, ausente, mítico, afetivo — relacionando-as ao contexto histórico-literário de cada movimento.

O que ensinar

Identificar e analisar as diferentes representações da figura paterna na literatura brasileira ao longo dos movimentos literários (Romantismo, Realismo, Modernismo, Contemporaneidade). Desenvolver habilidades de leitura, interpretação e análise crítica de textos literários, relacionando-os ao contexto histórico-social.

Conteudo abordado

A figura paterna na literatura brasileira: diferentes representações ao longo dos movimentos literários. Romantismo: pai autoritário, obstáculo ao amor, casamento arranjado — José de Alencar, Senhora, Diva. Realismo: pai ausente ou falido — Machado de Assis, Dom Casmurro (Bentinho sem pai). Modernismo: pai como memória, saudade, figura mítica. Carlos Drummond de Andrade, 'Para Sempre': 'Que pode uma criatura senão, entre criaturas, amar? [...] amar e esquecer, perdoar e lembrar, para sempre?'. Affonso Romano de Sant'Anna, 'O Pai': 'Meu pai era um gigante. Depois que ele morreu, eu cresci.'. João Cabral de Melo Neto, Morte e Vida Severina: pai Severino, retirante, pobreza. Manoel de Barros: infância e pai — 'Meu pai me ensinou a gostar das coisas pequenas'. Guimarães Rosa, Grande Sertão: Veredas: Riobaldo, orfandade, busca pelo pai. Contemporânea: paternidade afetiva, pais ausentes, pais presentes — Milton Hatoum, Luiz Ruffato, Carola Saavedra. Poemas de Mário Quintana ('O pai'), Carlos Drummond de Andrade ('Para sempre'), Adélia Prado. Análise de excertos: identificar a imagem paterna, sentimentos expressos, contexto histórico-literário. A paternidade como tema transversal na literatura brasileira.

Como ensinar

Apresentar um panorama histórico-literário da figura paterna. Distribuir excertos e poemas para leitura em grupo. Conduzir discussão orientada por perguntas analíticas. Solicitar produção textual com análise de poema.

Maiores dificuldades

Alunos podem ter dificuldade em contextualizar os trechos dentro dos movimentos literários. Trabalhar com linhas do tempo e fichas-resumo de cada escola literária para apoiar a análise.

Banca
A Figura Paterna na Literatura Brasileira
A Figura Paterna na Literatura Brasileira
Português/Literatura · Dia dos Pais: Pai na Literatura · 2ª Série EM · 2026
Leia atentamente todas as questões antes de responder.
1. No Romantismo brasileiro, é frequente a representação do pai como: a) um companheiro afetuoso que incentiva os filhos a seguirem seus sonhos. b) um obstáculo à realização amorosa dos filhos, exercendo autoridade sobre casamentos. c) uma figura ausente que abandona a família em busca de aventuras no exterior. d) um conselheiro sábio que orienta os filhos nas escolhas profissionais.
A) um companheiro afetuoso que incentiva os filhos a seguirem seus sonhos.
B) um obstáculo à realização amorosa dos filhos, exercendo autoridade sobre casamentos.
C) uma figura ausente que abandona a família em busca de aventuras no exterior.
D) um conselheiro sábio que orienta os filhos nas escolhas profissionais.

2. Em Dom Casmurro, de Machado de Assis, a figura paterna de Bentinho é caracterizada por: a) ser um pai superprotetor que o impede de estudar. b) ser um pai presente e amoroso que o apoia em suas decisões. c) ser um pai ausente, já que Bentinho perde o pai ainda na infância. d) ser um pai violento que o obriga a seguir a carreira religiosa.
A) ser um pai superprotetor que o impede de estudar.
B) ser um pai presente e amoroso que o apoia em suas decisões.
C) ser um pai ausente, já que Bentinho perde o pai ainda na infância.
D) ser um pai violento que o obriga a seguir a carreira religiosa.

3. Leia o excerto de 'Para Sempre', de Carlos Drummond de Andrade: 'Que pode uma criatura senão, entre criaturas, amar? [...] amar e esquecer, perdoar e lembrar, para sempre?'. Nesses versos, a figura paterna é associada: a) à imposição de regras e disciplina rígida. b) ao esquecimento total e à indiferença afetiva. c) à memória afetiva, ao amor e ao perdão que perduram. d) à ausência física e ao abandono material.
A) à imposição de regras e disciplina rígida.
B) ao esquecimento total e à indiferença afetiva.
C) à memória afetiva, ao amor e ao perdão que perduram.
D) à ausência física e ao abandono material.

4. Mário Quintana, no poema 'O pai', retrata a figura paterna com: a) uma visão crítica e negativa, destacando erros e fracassos. b) um tom saudosista e afetivo, valorizando a presença e os ensinamentos do pai. c) uma abordagem política, associando o pai ao autoritarismo estatal. d) uma perspectiva religiosa, tratando o pai como símbolo divino inalcançável.
A) uma visão crítica e negativa, destacando erros e fracassos.
B) um tom saudosista e afetivo, valorizando a presença e os ensinamentos do pai.
C) uma abordagem política, associando o pai ao autoritarismo estatal.
D) uma perspectiva religiosa, tratando o pai como símbolo divino inalcançável.

5. Manoel de Barros escreveu: 'Meu pai me ensinou a gostar das coisas pequenas'. Essa frase revela uma paternidade voltada para: a) a imposição de disciplina severa e obtenção de sucesso material. b) o ensinamento de valores simples, ligados à sensibilidade e à percepção do mundo. c) a transmissão de conhecimentos científicos e acadêmicos. d) o incentivo à competição e à superação de limites.
A) a imposição de disciplina severa e obtenção de sucesso material.
B) o ensinamento de valores simples, ligados à sensibilidade e à percepção do mundo.
C) a transmissão de conhecimentos científicos e acadêmicos.
D) o incentivo à competição e à superação de limites.

6. Em Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa, a figura paterna de Riobaldo é marcada por: a) um pai superprotetor que o acompanha em todas as jornadas. b) um pai ausente e uma orfandade que influenciam sua busca por identidade. c) um pai violento que o expulsa de casa ainda adolescente. d) um pai sábio que lhe ensina os segredos do sertão.
A) um pai superprotetor que o acompanha em todas as jornadas.
B) um pai ausente e uma orfandade que influenciam sua busca por identidade.
C) um pai violento que o expulsa de casa ainda adolescente.
D) um pai sábio que lhe ensina os segredos do sertão.

7. Na literatura brasileira contemporânea, a representação da figura paterna tem se caracterizado por: a) manter exclusivamente o estereótipo do pai provedor e autoritário. b) abolir completamente a presença de pais nas narrativas. c) diversificar os perfis, incluindo pais afetivos, ausentes, solo e socioafetivos. d) restringir-se à figura do pai biológico presente em famílias tradicionais.
A) manter exclusivamente o estereótipo do pai provedor e autoritário.
B) abolir completamente a presença de pais nas narrativas.
C) diversificar os perfis, incluindo pais afetivos, ausentes, solo e socioafetivos.
D) restringir-se à figura do pai biológico presente em famílias tradicionais.

8. Na análise de um poema sobre a figura paterna, um dos recursos expressivos mais utilizados pelos poetas modernistas é: a) a linguagem jurídica e formal para descrever relações parentais. b) o uso de metáforas e imagens poéticas que associam o pai à natureza, ao tempo e à memória. c) a reprodução literal de diálogos cotidianos sem elaboração estética. d) a exclusão de elementos emocionais em favor da objetividade científica.
A) a linguagem jurídica e formal para descrever relações parentais.
B) o uso de metáforas e imagens poéticas que associam o pai à natureza, ao tempo e à memória.
C) a reprodução literal de diálogos cotidianos sem elaboração estética.
D) a exclusão de elementos emocionais em favor da objetividade científica.

9. Em Morte e Vida Severina, de João Cabral de Melo Neto, a figura do pai Severino representa: a) o pai bem-sucedido que oferece estabilidade financeira à família. b) o pai retirante nordestino, marcado pela pobreza e pela luta pela sobrevivência. c) o pai militar, disciplinador e autoritário. d) o pai cientista, dedicado ao conhecimento e à razão.
A) o pai bem-sucedido que oferece estabilidade financeira à família.
B) o pai retirante nordestino, marcado pela pobreza e pela luta pela sobrevivência.
C) o pai militar, disciplinador e autoritário.
D) o pai cientista, dedicado ao conhecimento e à razão.

10. Leia o poema 'Para Sempre' (fragmento), de Carlos Drummond de Andrade: 'Que pode uma criatura senão, entre criaturas, amar? amar e esquecer, perdoar e lembrar, para sempre? E a mão do pai, que tudo fazia, já não faz nada, jaz ao lado do corpo que a vida inteira alimentou.' Com base no poema e nos estudos sobre a figura paterna na literatura brasileira, produza um texto dissertativo-argumentativo (10 a 15 linhas) analisando a imagem paterna construída por Drummond. Em sua análise, identifique: (1) os sentimentos expressos em relação ao pai; (2) os recursos expressivos utilizados pelo poeta (metáforas, antíteses, imagens); (3) a relação entre a memória afetiva e a perda na construção dessa figura paterna.

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