Cartografia
Atividade de Geografia para 1ª Série EM sobre Cartografia. Pronta para imprimir, editar e compartilhar no CriarProvas.
Informacoes Pedagogicas
Alinhamento BNCC
Sobre esta atividade
Atividade sobre Cartografia para o Ensino Médio, abordando os fundamentos da representação cartográfica: escalas, projeções, coordenadas geográficas, fusos horários, orientação e sensoriamento remoto.
O que ensinar
Ensinar os elementos fundamentais dos mapas (título, legenda, escala, orientação), os tipos de escala (numérica e gráfica), as principais projeções cartográficas (Mercator, Peters, cônica, azimutal), coordenadas geográficas (latitude e longitude), fusos horários, métodos de orientação (Sol, bússola, GPS), sensoriamento remoto e SIG, curvas de nível e anamorfose geográfica.
Conteudo abordado
Cartografia é a ciência e a arte de representar o espaço geográfico em mapas, cartas e plantas. Todo mapa deve conter elementos essenciais: título (indica o assunto), legenda (explica os símbolos e cores), escala (relação entre a distância no mapa e a distância real), orientação (rosa dos ventos indicando o Norte) e coordenadas geográficas. A escala pode ser numérica (expressa como 1:100.000, significando que 1 cm no mapa equivale a 100.000 cm = 1 km na realidade) ou gráfica (barra graduada). Escala grande (1:10.000 a 1:50.000) mostra muitos detalhes de uma área pequena; escala pequena (1:500.000 a 1:10.000.000) mostra menos detalhes de uma área grande. Quanto maior o denominador, menor a escala. As projeções cartográficas são sistemas de transformação da superfície curva da Terra (geoide) para um plano (mapa), causando inevitáveis distorções de área, forma, distância ou direção. A Projeção de Mercator (cilíndrica conforme, 1569) preserva as formas (conforme) e os ângulos, ideal para navegação marítima, mas distorce as áreas: países de latitudes altas (Europa, América do Norte, Rússia) parecem maiores que os de latitudes baixas (África, América do Sul) — crítica: visão eurocêntrica. A Projeção de Peters (cilíndrica equivalente, 1974) preserva as áreas (equivalente), mas distorce as formas (países alongados verticalmente nos trópicos e horizontalmente nos polos); é criticada por esticar os países pobres. A projeção cônica é adequada para latitudes médias (zonas temperadas, hemisférios). A projeção azimutal (plana) é usada para representar as regiões polares. As coordenadas geográficas são um sistema de linhas imaginárias: latitude (paralelos, linhas horizontais, varia de 0° no Equador a 90° N/S nos polos) e longitude (meridianos, linhas verticais, varia de 0° em Greenwich a 180° L/O). O GPS (Global Positioning System) é um sistema de posicionamento por satélites que fornece coordenadas precisas em tempo real. Os fusos horários dividem a Terra em 24 zonas de 15° de longitude cada (360°/24 = 15° por fuso), baseadas no tempo GMT/UTC (Greenwich Mean Time / Coordinated Universal Time). Ao cruzar a Linha Internacional de Data (aproximadamente 180°) de oeste para leste, retrocede-se um dia; de leste para oeste, avança-se um dia. A orientação pode ser feita pelo Sol (nasce no Leste, põe-se no Oeste, ao meio-dia indica o Norte no hemisfério sul), pela bússola (agulha magnética aponta para o Norte magnético) ou pelo GPS. Mapas temáticos representam aspectos específicos da realidade: políticos (divisão administrativa), físicos (relevo, hidrografia), climáticos (climas, precipitação), demográficos (população, densidade), econômicos (atividades produtivas, PIB). Sensoriamento remoto é a captação de informações da superfície terrestre por sensores instalados em satélites ou aeronaves, gerando imagens de satélite utilizadas em monitoramento ambiental, meteorologia, agricultura e planejamento urbano. SIG (Sistemas de Informações Geográficas) são sistemas computacionais que integram dados geográficos, mapas e análises espaciais (geoprocessamento). A anamorfose geográfica é uma representação cartográfica em que as áreas dos territórios são distorcidas proporcionalmente a um dado estatístico (população, PIB, etc.). Curvas de nível são linhas que unem pontos de mesma altitude em um mapa topográfico, permitindo visualizar o relevo (quanto mais próximas, maior a declividade).
Como ensinar
Iniciar com a observação e leitura de diferentes tipos de mapas (político, físico, climático). Calcular distâncias reais usando a escala numérica. Comparar as projeções de Mercator e Peters para discutir distorções e implicações políticas. Utilizar o Google Earth e aplicativos de GPS no celular para localizar coordenadas. Trabalhar com problemas de fusos horários (cálculo de diferenças entre cidades). Construir maquetes de relevo com curvas de nível (isopor ou papelão).
Maiores dificuldades
Dificuldade em compreender o conceito de escala (escala grande x pequena, cálculo de distância real). Confusão entre latitude e longitude. Dificuldade em entender por que as projeções distorcem o espaço. Erro nos cálculos de fusos horários (adiantar x atrasar). Dificuldade em relacionar as curvas de nível com o relevo tridimensional.
Comentarios
Mais sobre "Cartografia"
Ver todas →Explore Mais Atividades
Cada uma dessas atividades leva a outras 3, e assim por diante — navegue pela rede!
Faca login para comentar