Português 3ª Série EM Medio

Contos de Machado de Assis: A Cartomante, O Espelho e a Arte da Ironia

Atividade sobre os contos de Machado de Assis: A Cartomante (1884) e O Espelho (1870), o narrador não confiável, a ironia como arma crítica, o desfecho surpreendente e a análise da honra e da aparênci

10
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Prof. Ygor Henrique
Revisado conforme a BNCC

Questões de Machado de Assis: Contos e Ironia com gabarito

Abaixo estão as 10 questões de Machado de Assis: Contos e Ironia (de Português), indicadas para 3ª Série EM, com o gabarito e a explicação de cada uma. Responda primeiro sem consultar a resposta e só depois confira o gabarito — é assim que você de fato fixa Machado de Assis: Contos e Ironia e melhora nas provas de Português. Se travar, use a dica antes de desistir.

Questão 1 de 10

O conto A Cartomante, de Machado de Assis, foi publicado originalmente em:

  • AVárias Histórias (1884).
  • BContos Fluminenses (1870).
  • CMemórias Póstumas de Brás Cubas (1881).
  • DRelatos de uma Descoberta (1900).
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Gabarito: A) Várias Histórias (1884).

A Cartomante integra o volume Várias Histórias (1884). O Espelho está em Contos Fluminenses (1870). Brás Cubas é romance (1881). Relatos de uma Descoberta é invenção — cuidado com alternativas fabricadas.

Dica: A Cartomante integra o volume Várias Histórias (1884)

Questão 2 de 10

Em A Cartomante, a profecia “não temas, não morrerás” é interpretada por Raquel como referência:

  • Aà viagem de Vicente — mas o desfecho do conto desmonta essa leitura literal.
  • Bà sua própria morte iminente.
  • Cao fim do Império.
  • Da uma guerra iminente.
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Gabarito: A) à viagem de Vicente — mas o desfecho do conto desmonta essa leitura literal.

Raquel lê a profecia de forma literal e otimista: a viagem de Vicente estaria segura. A ironia machiana aparece no fim: a ameaça não era a viagem — o desfecho reorganiza o sentido de tudo o que lemos, e a confiança na cartomante se revela ingênua.

Dica: Raquel lê a profecia de forma literal e otimista: a viagem de Vicente estaria segura

Questão 3 de 10

O narrador de A Cartomante é:

  • Aum amigo de Vicente, narrador em primeira pessoa, parcial e não confiável.
  • Ba própria Raquel, narrando sua história.
  • Cum narrador onisciente imparcial.
  • Do próprio Machado de Assis, em documento pessoal.
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Gabarito: A) um amigo de Vicente, narrador em primeira pessoa, parcial e não confiável.

O conto é narrado em primeira pessoa por um amigo de Vicente, frequentador da casa do casal — posição que o torna parte interessada na trama. A parcialidade é essencial: o leitor, desconfiando do narrador, percebe a ironia e o peso do desfecho.

Dica: O conto é narrado em primeira pessoa por um amigo de Vicente, frequentador da casa do casal — posição que o to...

Questão 4 de 10

O desfecho de A Cartomante produz efeito de:

  • Aironia: a leitura literal da profecia se desfaz, e a amizade entre os personagens é questionada pelo que o narrador escondeu.
  • Bfinal feliz convencional, sem tensão.
  • Ctragédia com morte de todos os personagens.
  • Dfábula moralizante com lição explícita.
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Gabarito: A) ironia: a leitura literal da profecia se desfaz, e a amizade entre os personagens é questionada pelo que o narrador escondeu.

O desfecho machiano não “explica”: obriga a reler. A profecia, lida literalmente, parece tranquilizadora — mas o fim revela que a ameaça era outra, e o narrador, o amigo, é o elo que faltava. É a ironia como estrutura, não como enfeite.

Dica: O desfecho machiano não “explica”: obriga a reler

Questão 5 de 10

Em O Espelho, o objeto que dá título ao conto é:

  • Auma lente bicolor (preta e branca), herdada, que faz Jacobina ver-se como um major de galões.
  • Bum espelho de porcelana chinesa.
  • Cum quadro de família.
  • Da janela de sua casa.
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Gabarito: A) uma lente bicolor (preta e branca), herdada, que faz Jacobina ver-se como um major de galões.

O “espelho” do conto é, na verdade, uma lente bicolor que Jacobina recebe de herança; ao usá-la, ele se vê refletido como o major — a imagem da honra militar da família. O objeto materializa a tese: a aparência constrói o valor social.

Dica: O “espelho” do conto é, na verdade, uma lente bicolor que Jacobina recebe de herança; ao usá-la, ele se vê ref...

Questão 6 de 10

A temática central de O Espelho gira em torno de:

  • Aaparência × realidade e a honra social: como a imagem que se projeta organiza a vida e o valor do indivíduo.
  • Ba conquista de um tesouro enterrado.
  • Ca Guerra do Paraguai.
  • Da vida de um pintor impressionista.
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Gabarito: A) aparência × realidade e a honra social: como a imagem que se projeta organiza a vida e o valor do indivíduo.

Jacobina, ao se ver como “major”, passa a ser tratado — e a se tratar — com a dignidade que a lente sugere. O conto ironiza a honra oitocentista: o valor não está no mérito, mas na aparência. Tema profundamente realista: a sociedade é julgada pelos sinais que emite.

Dica: Jacobina, ao se ver como “major”, passa a ser tratado — e a se tratar — com a dignidade que a lente sugere

Questão 7 de 10

Nos contos de Machado, os desfechos surpreendentes cumprem função de:

  • Areorganizar o sentido do texto e obrigar o leitor a uma segunda leitura, sob o signo da ironia.
  • Bapenas entreter, sem efeito sobre o entendimento.
  • Cconfirmar a previsão do narrador.
  • Dintroduzir elementos fantásticos sobrenaturais.
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Gabarito: A) reorganizar o sentido do texto e obrigar o leitor a uma segunda leitura, sob o signo da ironia.

O desfecho machiano é aparente “quebra”: ele desmonta as expectativas e revela o que o narrador omitiu ou mascarou. Não há sobrenatural (o realismo exige o real) — há reorganização de sentido: a assinatura da ironia.

Dica: O desfecho machiano é aparente “quebra”: ele desmonta as expectativas e revela o que o narrador omitiu ou masc...

Questão 8 de 10

Tanto A Cartomante quanto O Espelho são exemplos do realismo porque:

  • Apersonagens comuns, espaço urbano real, tempo curto e crítica social construída por ironia, sem idealização.
  • Bapresentam heróis épicos em cenários exóticos.
  • Cse descuram em civilizações desaparecidas.
  • Dusam exclusivamente o verso livre.
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Gabarito: A) personagens comuns, espaço urbano real, tempo curto e crítica social construída por ironia, sem idealização.

Os contos seguem a receita realista: gente comum (um bacharel, uma moça, um amigo), Rio de Janeiro oitocentista, ação em poucos dias e crítica aos costumes via ironia — sem a exaltação romântica ou a grandiosidade épica.

Dica: Os contos seguem a receita realista: gente comum (um bacharel, uma moça, um amigo), Rio de Janeiro oitocentist...

Questão 9 de 10

A ironia nos contos machianos pode ser definida como:

  • Adistância entre o que o texto afirma e o que ele sugere, exigindo do leitor a leitura do implícito.
  • Bgracejo desconectado da trama.
  • Cmentira deliberada do autor ao leitor.
  • Duso de palavras difíceis sem necessidade.
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Gabarito: A) distância entre o que o texto afirma e o que ele sugere, exigindo do leitor a leitura do implícito.

A ironia é o hiato entre dito e querido-dizer: o narrador afirma, mas o leitor percebe o juízo escondido. Em Machado, ela organiza a narrativa inteira — dos provérbios de Brás Cubas aos desfechos dos contos — e é a principal arma crítica de sua obra.

Dica: A ironia é o hiato entre dito e querido-dizer: o narrador afirma, mas o leitor percebe o juízo escondido

Questão 10 de 10

Qual é a melhor síntese do que se aprende com A Cartomante e O Espelho?

  • Aque a aparência e a leitura ingênua enganam, e que a sociedade julga pelos sinais — sempre sob o olhar irônico de Machado.
  • Bque cartomentes e espelhos têm poderes sobrenaturais.
  • Cque o romantismo ainda era a estética dominante em 1880.
  • Dque os contos machianos servem apenas de passatempo.
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Gabarito: A) que a aparência e a leitura ingênua enganam, e que a sociedade julga pelos sinais — sempre sob o olhar irônico de Machado.

Os dois contos convergem para uma mesma reflexão: o que parece não é o que é — a profecia literal falha, a honra é encenação. Tudo isso com humor e ironia, sob o olhar realista de Machado, que expõe os costumes sem pregar sermão.

Dica: Os dois contos convergem para uma mesma reflexão: o que parece não é o que é — a profecia literal falha, a hon...

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Perguntas frequentes sobre este exercício

O que é este exercício de Machado de Assis: Contos e Ironia?

Atividade sobre os contos de Machado de Assis: A Cartomante (1884) e O Espelho (1870), o narrador não confiável, a ironia como arma crítica, o desfecho surpreendente e a análise da honra e da aparênci São 10 questões de Português, de dificuldade Medio, para 3ª Série EM.

Quantas questões tem este exercício de Machado de Assis: Contos e Ironia?

São 10 questões — as mesmas listadas nesta página, todas com gabarito e explicação. Tempo estimado: 20 minutos, e você pode refazer quantas vezes quiser.

Este exercício tem gabarito e explicação?

Sim. Cada uma das 10 questões traz o gabarito e a explicação logo abaixo do enunciado, na seção “Ver gabarito e explicação” — ideal para estudar sozinho, no seu ritmo.

Como estudar com este exercício de Machado de Assis: Contos e Ironia?

Responda sem olhar o gabarito, confira a explicação e a dica de cada questão, anote os erros e refaça o exercício em até 7 dias. Depois, combine com as atividades em PDF e os artigos do blog sobre Português.

Para qual série/ano este exercício é indicado?

Indicado para 3ª Série EM, alinhado às habilidades da BNCC (EM13LP46, EM13LP45), e pode ser usado por qualquer estudante que queira revisar o tema.

Os exercícios do CriarProvas são gratuitos?

Sim! Todos os exercícios são 100% gratuitos, funcionam no computador e no celular, sem cadastro. Você pode praticar quantas vezes quiser.