Identidade e Figura Paterna
Atividade de Sociologia/Psicologia para 2ª Série EM sobre Dia dos Pais: Identidade e Paternidade. Pronta para imprimir, editar e compartilhar no CriarProvas.
Informacoes Pedagogicas
Alinhamento BNCC
Sobre esta atividade
Atividade interdisciplinar sobre a influência da figura paterna na formação da identidade, abordando teorias psicológicas (Freud, Winnicott, Erikson, Bowlby) e dimensões sociológicas da paternidade (construção social, gênero, novas configurações familiares, políticas públicas).
O que ensinar
Compreender as principais teorias sobre o papel do pai no desenvolvimento psíquico e social da criança. Relacionar a construção social da paternidade com questões de gênero e transformações contemporâneas. Analisar dados e políticas públicas relacionadas à paternidade no Brasil.
Conteudo abordado
Formação da identidade e influência paterna. Psicologia do desenvolvimento: Freud (Complexo de Édipo: identificação com o pai, formação do superego, interiorização de normas e valores). Winnicott (pai como apoio à mãe, ambiente facilitador, segurança para o desenvolvimento emocional). Erik Erikson (fases psicossociais: confiança x desconfiança, autonomia x vergonha, iniciativa x culpa — papel do pai em cada fase). Pai como figura de referência: modelo de comportamento, transmissão de valores, estabelecimento de limites, promoção da autonomia. Paternidade e gênero: a construção social do 'ser pai' — masculinidade hegemônica, provedor, afeto, cuidado. A ausência paterna: impactos emocionais, sociais e educacionais (estatísticas, mas sem determinismo — possibilidade de superação com redes de apoio). Novas paternidades: pais afetivos, pais solo, pais adolescentes, pais presentes no parto e nos cuidados diários. Vínculo pai-filho: teoria do apego de Bowlby — pai também é figura de apego seguro. Paternidade socioafetiva e multiparentalidade: STF, 2016 — vínculo biológico x vínculo afetivo, possibilidade de dois pais no registro civil. Licença-paternidade e engajamento: dados comparativos — Brasil (5 dias), Suécia (480 dias divididos entre pais e mães), impacto no vínculo e no desenvolvimento infantil. Representações sociais do pai na mídia: propagandas, filmes, novelas. Dados sobre paternidade no Brasil: IBGE, núcleos familiares, pais ausentes, guarda compartilhada.
Como ensinar
Aula expositiva dialogada com esquemas das teorias de Freud, Winnicott e Erikson. Debate sobre a construção social da paternidade. Análise de dados do IBGE e reportagens sobre paternidade no Brasil. Trabalho em grupo com casos hipotéticos de paternidade socioafetiva. Produção textual dissertativa.
Maiores dificuldades
Conceitos psicanalíticos podem ser abstratos. Sugere-se usar exemplos concretos, esquemas visuais e estudos de caso. Debater gênero requer mediação cuidadosa para evitar polarizações.
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