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Identidade e Figura Paterna

Sociologia/Psicologia 2ª Série EM Dia dos Pais: Identidade e Paternidade 10 questoes

Atividade de Sociologia/Psicologia para 2ª Série EM sobre Dia dos Pais: Identidade e Paternidade. Pronta para imprimir, editar e compartilhar no CriarProvas.

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Informacoes Pedagogicas

Alinhamento BNCC

EM13CHS101EM13CHS102EM13CHS103

Sobre esta atividade

Atividade interdisciplinar sobre a influência da figura paterna na formação da identidade, abordando teorias psicológicas (Freud, Winnicott, Erikson, Bowlby) e dimensões sociológicas da paternidade (construção social, gênero, novas configurações familiares, políticas públicas).

O que ensinar

Compreender as principais teorias sobre o papel do pai no desenvolvimento psíquico e social da criança. Relacionar a construção social da paternidade com questões de gênero e transformações contemporâneas. Analisar dados e políticas públicas relacionadas à paternidade no Brasil.

Conteudo abordado

Formação da identidade e influência paterna. Psicologia do desenvolvimento: Freud (Complexo de Édipo: identificação com o pai, formação do superego, interiorização de normas e valores). Winnicott (pai como apoio à mãe, ambiente facilitador, segurança para o desenvolvimento emocional). Erik Erikson (fases psicossociais: confiança x desconfiança, autonomia x vergonha, iniciativa x culpa — papel do pai em cada fase). Pai como figura de referência: modelo de comportamento, transmissão de valores, estabelecimento de limites, promoção da autonomia. Paternidade e gênero: a construção social do 'ser pai' — masculinidade hegemônica, provedor, afeto, cuidado. A ausência paterna: impactos emocionais, sociais e educacionais (estatísticas, mas sem determinismo — possibilidade de superação com redes de apoio). Novas paternidades: pais afetivos, pais solo, pais adolescentes, pais presentes no parto e nos cuidados diários. Vínculo pai-filho: teoria do apego de Bowlby — pai também é figura de apego seguro. Paternidade socioafetiva e multiparentalidade: STF, 2016 — vínculo biológico x vínculo afetivo, possibilidade de dois pais no registro civil. Licença-paternidade e engajamento: dados comparativos — Brasil (5 dias), Suécia (480 dias divididos entre pais e mães), impacto no vínculo e no desenvolvimento infantil. Representações sociais do pai na mídia: propagandas, filmes, novelas. Dados sobre paternidade no Brasil: IBGE, núcleos familiares, pais ausentes, guarda compartilhada.

Como ensinar

Aula expositiva dialogada com esquemas das teorias de Freud, Winnicott e Erikson. Debate sobre a construção social da paternidade. Análise de dados do IBGE e reportagens sobre paternidade no Brasil. Trabalho em grupo com casos hipotéticos de paternidade socioafetiva. Produção textual dissertativa.

Maiores dificuldades

Conceitos psicanalíticos podem ser abstratos. Sugere-se usar exemplos concretos, esquemas visuais e estudos de caso. Debater gênero requer mediação cuidadosa para evitar polarizações.

Banca
Identidade e Figura Paterna
Identidade e Figura Paterna
Sociologia/Psicologia · Dia dos Pais: Identidade e Paternidade · 2ª Série EM · 2026
Leia atentamente todas as questões antes de responder.
1. Para Sigmund Freud, o Complexo de Édipo, na criança do sexo masculino, é resolvido por meio: a) da competição direta com a mãe pelo afeto do pai. b) da identificação com o pai e da internalização das normas parentais, formando o superego. c) do afastamento completo de ambos os pais durante a adolescência. d) da rejeição total à figura materna e da aproximação exclusiva com o pai.
A) da competição direta com a mãe pelo afeto do pai.
B) da identificação com o pai e da internalização das normas parentais, formando o superego.
C) do afastamento completo de ambos os pais durante a adolescência.
D) da rejeição total à figura materna e da aproximação exclusiva com o pai.

2. Na teoria freudiana, a principal função do pai no desenvolvimento psíquico da criança é: a) nutrir e amamentar, garantindo a sobrevivência física. b) representar a lei, a autoridade e a interdição, contribuindo para a formação do superego. c) competir com a mãe pela atenção da criança. d) permanecer neutro para não interferir no desenvolvimento natural.
A) nutrir e amamentar, garantindo a sobrevivência física.
B) representar a lei, a autoridade e a interdição, contribuindo para a formação do superego.
C) competir com a mãe pela atenção da criança.
D) permanecer neutro para não interferir no desenvolvimento natural.

3. Para Donald Winnicott, o papel do pai no desenvolvimento infantil consiste em: a) substituir a mãe em todas as funções de cuidado desde o nascimento. b) prover o sustento financeiro exclusivamente, sem envolvimento afetivo. c) oferecer suporte à mãe, contribuir para um ambiente facilitador e proteger a díade mãe-bebê. d) competir com a mãe pela liderança na educação da criança.
A) substituir a mãe em todas as funções de cuidado desde o nascimento.
B) prover o sustento financeiro exclusivamente, sem envolvimento afetivo.
C) oferecer suporte à mãe, contribuir para um ambiente facilitador e proteger a díade mãe-bebê.
D) competir com a mãe pela liderança na educação da criança.

4. Na teoria do desenvolvimento psicossocial de Erik Erikson, durante a primeira infância (confiança x desconfiança), a figura paterna contribui para: a) estabelecer limites rígidos que geram desconfiança na criança. b) oferecer cuidados consistentes que promovem a confiança básica no mundo. c) competir com a mãe para determinar quem será a figura principal de apego. d) afastar-se para que a criança desenvolva autonomia sem interferências.
A) estabelecer limites rígidos que geram desconfiança na criança.
B) oferecer cuidados consistentes que promovem a confiança básica no mundo.
C) competir com a mãe para determinar quem será a figura principal de apego.
D) afastar-se para que a criança desenvolva autonomia sem interferências.

5. A construção social do 'ser pai' tradicionalmente esteve associada: a) ao papel de cuidador primário e responsável pelos afazeres domésticos. b) à figura do provedor financeiro, à autoridade disciplinar e à racionalidade. c) à expressão aberta de emoções e à vulnerabilidade afetiva. d) ao afastamento total da vida familiar e educacional dos filhos.
A) ao papel de cuidador primário e responsável pelos afazeres domésticos.
B) à figura do provedor financeiro, à autoridade disciplinar e à racionalidade.
C) à expressão aberta de emoções e à vulnerabilidade afetiva.
D) ao afastamento total da vida familiar e educacional dos filhos.

6. Sobre o impacto da ausência paterna no desenvolvimento infantil, é correto afirmar que: a) a ausência paterna determina inevitavelmente problemas psicológicos graves e irreversíveis. b) a ausência paterna não exerce qualquer influência no desenvolvimento da criança. c) a ausência paterna pode trazer desafios, mas redes de apoio e outros vínculos afetivos podem mitigar os impactos. d) a ausência do pai é benéfica, pois permite maior autonomia da criança desde cedo.
A) a ausência paterna determina inevitavelmente problemas psicológicos graves e irreversíveis.
B) a ausência paterna não exerce qualquer influência no desenvolvimento da criança.
C) a ausência paterna pode trazer desafios, mas redes de apoio e outros vínculos afetivos podem mitigar os impactos.
D) a ausência do pai é benéfica, pois permite maior autonomia da criança desde cedo.

7. As 'novas paternidades' referem-se a: a) modelos tradicionais em que o pai é exclusivamente o provedor distante. b) práticas paternas contemporâneas que envolvem afeto, cuidado direto, participação no parto e divisão de tarefas. c) a volta ao modelo de pai autoritário do século XIX. d) a exclusão total da figura paterna dos cuidados infantis.
A) modelos tradicionais em que o pai é exclusivamente o provedor distante.
B) práticas paternas contemporâneas que envolvem afeto, cuidado direto, participação no parto e divisão de tarefas.
C) a volta ao modelo de pai autoritário do século XIX.
D) a exclusão total da figura paterna dos cuidados infantis.

8. A paternidade socioafetiva, reconhecida pelo STF em 2016, baseia-se no princípio de que: a) apenas o vínculo biológico é relevante para o reconhecimento da filiação. b) o vínculo afetivo pode gerar efeitos jurídicos, permitindo a multiparentalidade. c) o pai socioafetivo não tem direitos nem deveres legais sobre a criança. d) a paternidade biológica sempre prevalece sobre qualquer vínculo afetivo.
A) apenas o vínculo biológico é relevante para o reconhecimento da filiação.
B) o vínculo afetivo pode gerar efeitos jurídicos, permitindo a multiparentalidade.
C) o pai socioafetivo não tem direitos nem deveres legais sobre a criança.
D) a paternidade biológica sempre prevalece sobre qualquer vínculo afetivo.

9. Comparando a licença-paternidade no Brasil (5 dias) com a da Suécia (480 dias divididos entre os pais), pode-se concluir que: a) a duração da licença-paternidade não tem relação com o envolvimento paterno nos cuidados. b) políticas de licença mais longas estão associadas a maior engajamento paterno e fortalecimento do vínculo pai-filho. c) o Brasil oferece a licença-paternidade mais generosa do mundo. d) a licença-paternidade sueca é exclusiva para o pai, sem possibilidade de divisão com a mãe.
A) a duração da licença-paternidade não tem relação com o envolvimento paterno nos cuidados.
B) políticas de licença mais longas estão associadas a maior engajamento paterno e fortalecimento do vínculo pai-filho.
C) o Brasil oferece a licença-paternidade mais generosa do mundo.
D) a licença-paternidade sueca é exclusiva para o pai, sem possibilidade de divisão com a mãe.

10. Com base nas teorias de Sigmund Freud (Complexo de Édipo e formação do superego) e de Donald Winnicott (ambiente facilitador e papel de apoio do pai), produza um texto dissertativo-argumentativo (10 a 15 linhas) discutindo a importância da figura paterna no desenvolvimento psíquico da criança. Em sua resposta, aborde: (1) a função do pai na psicanálise freudiana; (2) o papel de suporte descrito por Winnicott; (3) as transformações da paternidade na contemporaneidade, considerando novas configurações familiares e a paternidade socioafetiva.

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