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Variação Linguística: A Língua Viva do Brasil

Língua Portuguesa 9º Ano EF Variação linguística, norma culta e preconceito linguístico 10 questoes

Atividade de Língua Portuguesa para 9º Ano EF sobre Variação linguística, norma culta e preconceito linguístico. Pronta para imprimir, editar e compartilhar no CriarProvas.

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Informacoes Pedagogicas

Alinhamento BNCC

EF09LP05EF09LP06EF09LP07

Sobre esta atividade

Esta atividade leva os alunos do 9º ano a compreender a variação linguística: que a língua não é uniforme e varia conforme a região, o grupo social, a idade e a situação de uso. Aborda as variedades regionais, sociais, geracionais e situacionais, o papel da norma padrão, a diferença entre língua e 'erro', e o combate ao preconceito linguístico.

O que ensinar

Entender que a língua é viva e varia; reconhecer os tipos de variação (regional, social, geracional, de registro); compreender que todas as variedades possuem regras próprias e são legítimas; diferenciar norma padrão (ensino escolar, escrita formal) das variedades coloquiais; analisar situações de uso da língua (formal x informal); reconhecer o preconceito linguístico e seus prejuízos; respeitar as variantes regionais e sociais; adequar a linguagem ao contexto e ao interlocutor.

Conteudo abordado

Variação linguística: fenômeno natural pelo qual a língua muda e se diversifica; tipos: variação regional ou geográfica (o mesmo objeto com nomes diferentes: mandioca, aipim, macaxeira; 'tu' x 'você'), variação social (relacionada a classe, escolaridade, profissão e grupos como gírias), variação geracional (linguagens de jovens, adultos e idosos), variação situacional ou de registro (formal x informal conforme a ocasião); norma padrão: variedade ensinada na escola, usada na escrita formal, em documentos e textos oficiais, mas não é a única forma 'certa' de falar; conceito de 'erro': existe inadequação ao contexto, mas não 'língua errada'; preconceito linguístico: julgar e discriminar quem fala uma variante diferente da padrão (ex.: achar que quem fala 'nóis vai' ou sotaque do Nordeste é menos inteligente); adequação: escolher a variedade conforme a situação (fala com amigos x entrevista de emprego x redação); importância de respeitar a diversidade linguística do Brasil.

Como ensinar

Leve gravações de falas de diferentes regiões do Brasil e identifique com os alunos as diferenças de sotaque e vocabulário. Monte um mural com sinônimos regionais (aipim, mandioca, macaxeira). Compare o mesmo conteúdo em uma mensagem de WhatsApp e em um artigo científico, discutindo adequação. Debata exemplos de preconceito linguístico e seus efeitos. Analise quadrinhos e propagandas que exploram variedades.

Maiores dificuldades

Achar que existe uma única forma 'certa' de falar e que as outras são erradas; confundir variação com erro; reproduzir preconceitos (piadas com sotaques); não perceber que até a fala formal é uma variedade; ter dificuldade de adequar o registro ao contexto. Estratégias: apresentar a língua como sistema dinâmico, discutir casos reais de preconceito e valorizar as diferenças como riqueza cultural.

Banca
Variação Linguística: A Língua Viva do Brasil
Variação Linguística: A Língua Viva do Brasil
Língua Portuguesa · Variação linguística, norma culta e preconceito linguístico · 9º Ano EF · 2026
Leia atentamente todas as questões antes de responder.
1. A VARIAÇÃO LINGUÍSTICA pode ser definida como:
A) O fenômeno natural pelo qual a língua se modifica e se diversifica conforme o contexto, a região e o grupo social
B) Um erro que deve ser corrigido na escola para todos falarem igual
C) A incapacidade dos falantes de se comunicarem
D) Um fenômeno recente causado apenas pelas redes sociais

2. A palavra MANDIOCA pode ser chamada de AIPIM no Rio de Janeiro e MACAXEIRA no Nordeste. Isso é um exemplo de variação:
A) Regional (geográfica), pois o mesmo objeto recebe nomes diferentes em diferentes regiões
B) Geracional, por ser usada apenas por idosos
C) Situacional, por mudar em textos formais
D) Social, por depender do emprego da pessoa

3. As GÍRIAS usadas por grupos de jovens, a linguagem técnica de médicos ou o vocabulário de um grupo de amigos são exemplos de variação:
A) Social, pois variam conforme o grupo e o contexto social dos falantes
B) Regional, pois só existem em um país
C) Histórica, pois são falas do passado
D) Fonética, pois só mudam os sons

4. A diferença entre escrever 'vc' no WhatsApp e usar o pronome completo 'você' em uma redação escolar é um exemplo de variação:
A) Situacional (de registro), pois adequamos a língua ao contexto e ao interlocutor
B) Social, pois muda a classe social do falante
C) Regional, pois o Nordeste usa só uma forma
D) Inexistente, pois a língua é sempre igual

5. A NORMA PADRÃO da língua portuguesa é:
A) A variedade ensinada na escola e usada na escrita formal e em documentos oficiais — uma variedade entre muitas
B) A única forma correta de falar, devendo substituir todas as outras
C) Uma invenção sem utilidade
D) A forma de falar de apenas um estado brasileiro

6. O PRECONCEITO LINGUÍSTICO é:
A) Julgar e discriminar pessoas por falarem uma variante da língua diferente da norma padrão
B) Estudar as diferenças entre as línguas do mundo
C) Ensinar a norma padrão nas escolas
D) Usar corretamente a pontuação

7. Dizer que 'quem fala errado é ignorante' é um pensamento INCORRETO porque:
A) Todas as variedades linguísticas possuem regras e são legítimas; o que existe são usos adequados a cada contexto
B) A língua falada não tem nenhuma relação com a comunicação
C) Somente a língua escrita é importante
D) Não existe comunicação sem a norma padrão

8. A expressão 'O meu pai é grande' dita com sotaque nordestino e com sotaque paulista:
A) Tem o mesmo significado; apenas o sotaque (pronúncia) varia, e nenhum deles é 'mais certo'
B) Está errada no Nordeste e certa em São Paulo
C) Tem significados completamente diferentes
D) É incompreensível para qualquer brasileiro

9. A ADEQUAÇÃO da linguagem ao contexto significa:
A) Escolher a variedade e o registro apropriados à situação, ao interlocutor e ao gênero do texto
B) Usar sempre gírias, mesmo em documentos oficiais
C) Falar de forma idêntica em qualquer ocasião
D) Evitar a língua portuguesa em situações formais

10. Sobre a linguagem nas REDES SOCIAIS, é correto afirmar que:
A) Ela é uma variação legítima e dinâmica da língua, adequada àquele contexto, embora não sirva para documentos formais
B) Ela destruiu a língua portuguesa e não pode ser estudada
C) Todo texto das redes deve ser escrito na norma padrão obrigatoriamente
D) As abreviações das redes não têm nenhuma função comunicativa

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