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Sociologia: Família e Paternidade na Sociedade Contemporânea

Sociologia 2ª Série EM Dia dos Pais: Família e Paternidade 10 questoes

Atividade de Sociologia para 2ª Série EM sobre Dia dos Pais: Família e Paternidade. Pronta para imprimir, editar e compartilhar no CriarProvas.

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Informacoes Pedagogicas

Alinhamento BNCC

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Sobre esta atividade

Atividade sobre família e paternidade na sociedade contemporânea para o Ensino Médio, abordando transformações da estrutura familiar e o papel paterno.

O que ensinar

Compreender a família como instituição social e sua transformação histórica; analisar a transição da família patriarcal para a família contemporânea; distinguir os modelos de paternidade (ausente/provedor versus participativo); relacionar gênero e divisão sexual do trabalho no cuidado; avaliar políticas públicas como licença-paternidade e guarda compartilhada; refletir sobre paternidade socioafetiva; analisar criticamente o consumo associado ao Dia dos Pais.

Conteudo abordado

A família é uma instituição social fundamental responsável pela socialização primária e pela transmissão de valores, conforme definiu Émile Durkheim. No Brasil, o modelo predominante entre os séculos XIX e XX foi a família patriarcal, descrita por Gilberto Freyre em Casa-Grande & Senzala: o pai exercia autoridade máxima, era o provedor econômico, enquanto a mãe cuidava dos filhos e do lar e os filhos deviam submissão. Esse modelo sofreu profundas transformações ao longo do século XX e XXI. A família contemporânea caracteriza-se pela diversidade: famílias monoparentais (chefiadas por um dos pais), homoafetivas (casais do mesmo sexo com filhos), reconstituídas (após separações e novos casamentos), união estável e pessoas solteiras com filhos. Dados do IBGE e da PNAD mostram o crescimento de famílias chefiadas por mulheres e a redução do tamanho médio das famílias. O papel paterno também se transformou: do pai ausente e exclusivamente provedor para um modelo de pai participativo, envolvido nos cuidados diários, na educação afetiva e nas tarefas domésticas. No entanto, a divisão sexual do trabalho no cuidado dos filhos ainda sobrecarrega as mulheres, que enfrentam dupla jornada e a chamada maternidade compulsória. A paternidade participativa está associada a novos modelos de masculinidade, em que homens cuidam, demonstram afeto e compartilham responsabilidades. As políticas públicas incluem a licença-paternidade de 5 dias (ampliada para 20 dias em empresas do programa Empresa Cidadã), a obrigatoriedade de creches, a pensão alimentícia e a Lei 13.058/2014, que estabelece a guarda compartilhada como regra. A paternidade socioafetiva reconhece o vínculo afetivo como tão relevante quanto o biológico para a constituição da parentalidade. No capitalismo contemporâneo, a família também funciona como unidade de consumo, e o Dia dos Pais é fortemente explorado pela mídia e pela indústria como data de consumo de presentes. Desafios atuais incluem a situação de pais solteiros, os conflitos no divórcio, a efetivação da guarda compartilhada e a superação de preconceitos de gênero na criação dos filhos.

Como ensinar

Iniciar com levantamento dos modelos familiares dos próprios alunos para problematizar o conceito de 'família normal'. Apresentar dados do IBGE sobre composição familiar brasileira. Utilizar trechos de Casa-Grande & Senzala de Gilberto Freyre para contrastar com reportagens atuais sobre paternidade participativa. Promover debate sobre licença-paternidade versus licença-maternidade. Exibir vídeos de campanhas publicitárias de Dia dos Pais e analisar discursos de consumo. Trabalhar com charges e tirinhas sobre divisão de tarefas domésticas. Propor pesquisa sobre guarda compartilhada e paternidade socioafetiva em jurisprudência do STJ.

Maiores dificuldades

Alunos podem naturalizar o modelo patriarcal como 'tradicional' e resistir a enxergá-lo como construção histórica. A discussão sobre gênero e cuidado pode gerar desconforto ou resistência. É necessário cuidado para não julgar diferentes configurações familiares. A distinção entre paternidade biológica e socioafetiva pode ser abstrata. Recomenda-se usar linguagem inclusiva, dados concretos e exemplos da realidade dos alunos.

Banca
Sociologia: Família e Paternidade na Sociedade Contemporânea
Sociologia: Família e Paternidade na Sociedade Contemporânea
Sociologia · Dia dos Pais: Família e Paternidade · 2ª Série EM · 2026
Leia atentamente todas as questões antes de responder.
1. Complete a frase corretamente: 'Segundo Émile Durkheim, a família é uma instituição responsável pela ______ primária, isto é, pela transmissão inicial de valores, normas e hábitos às novas gerações.'
A) socialização
B) produção econômica
C) repressão moral
D) mobilidade social

2. O modelo de família predominante no Brasil entre os séculos XIX e XX, caracterizado pela autoridade máxima do pai provedor, pela submissão da esposa e dos filhos e pela organização hierárquica, é denominado:
A) família patriarcal.
B) família nuclear igualitária.
C) família monoparental.
D) família extensa matrilinear.

3. Gilberto Freyre, em Casa-Grande & Senzala, analisou a formação da família brasileira colonial. Sobre o modelo descrito pelo autor, é correto afirmar que:
A) o patriarca exercia autoridade absoluta sobre esposa, filhos, agregados e escravizados no ambiente do engenho.
B) a família colonial brasileira era democrática e igualitária, com divisão equilibrada de poder entre homens e mulheres.
C) a mulher tinha os mesmos direitos e liberdades que o homem na sociedade colonial.
D) os filhos eram educados para questionar a autoridade paterna desde cedo.

4. As transformações da família contemporânea incluem novas configurações. Assinale a alternativa que apresenta APENAS exemplos de modelos familiares atuais:
A) Monoparental, homoafetiva, reconstituída e união estável.
B) Patriarcal, escravocrata, feudal e clânica.
C) Nuclear rígida, poligâmica, matriarcal e tribal.
D) Extensa, patriarcal, escravocrata e monogâmica.

5. Sobre a transformação do papel paterno na sociedade brasileira, é correto afirmar que:
A) Observa-se um movimento do pai exclusivamente provedor e ausente para um pai mais participativo, envolvido nos cuidados e na afetividade com os filhos.
B) O papel do pai permanece inalterado desde o período colonial, restrito à autoridade e ao sustento material.
C) A paternidade participativa já é a realidade da maioria absoluta dos lares brasileiros, sem resistências ou desigualdades.
D) Com a modernidade, os pais abandonaram totalmente o mercado de trabalho para se dedicar exclusivamente aos filhos.

6. A divisão sexual do trabalho no cuidado dos filhos refere-se ao fenômeno em que:
A) as mulheres ainda assumem a maior parte das responsabilidades domésticas e de cuidado, caracterizando a dupla jornada e a maternidade compulsória.
B) homens e mulheres dividem igualmente todas as tarefas domésticas e de cuidado com os filhos desde o século XIX.
C) o Estado brasileiro garante creches em tempo integral para todas as famílias, eliminando a sobrecarga feminina.
D) os homens são biologicamente mais aptos ao cuidado infantil, por isso assumem naturalmente essa função.

7. A licença-paternidade no Brasil, em sua modalidade padrão concedida pela CLT, tem duração de:
A) 5 dias corridos.
B) 20 dias corridos.
C) 120 dias corridos.
D) 30 dias corridos.

8. A Lei 13.058/2014 estabeleceu no Brasil que:
A) a guarda compartilhada é a regra, devendo ser aplicada sempre que ambos os pais estiverem aptos ao exercício do poder familiar.
B) a guarda unilateral materna é obrigatória em todos os casos de separação.
C) a pensão alimentícia deixou de ser obrigatória para pais divorciados.
D) o pai perde automaticamente o poder familiar em caso de separação.

9. A paternidade socioafetiva é um conceito jurídico e social que:
A) reconhece o vínculo de filiação baseado no afeto e na convivência, independentemente do vínculo biológico.
B) exige comprovação de DNA para que o pai seja legalmente reconhecido.
C) impede que padrastos ou madrastas tenham qualquer direito sobre os enteados.
D) substitui completamente a paternidade biológica no ordenamento jurídico brasileiro.

10. Considerando os conteúdos estudados sobre família e paternidade na sociedade contemporânea, redija um texto dissertativo analisando as transformações do papel paterno na sociedade brasileira, desde o modelo de pai provedor ausente até o ideal de pai participativo. Em sua análise, aborde: (a) as características da família patriarcal brasileira e o papel tradicional do pai; (b) os fatores sociais, econômicos e culturais que impulsionaram a transformação da paternidade; (c) os desafios atuais para a efetivação de uma paternidade participativa, considerando a divisão sexual do trabalho, as políticas públicas e as resistências culturais.

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