💖 Apoie

Ajude esse site gratuito a ficar de pé para os professores do Brasil

As atividades continuam grátis, sem cadastro e sem marca d'água. Se o CriarProvas te ajudou, contribua com o quanto quiser.

✓ 322 downloads feitos por professores
Doar R$ 5 R$ 10 R$ 20 R$ 50 Outro valor

Contos de Machado de Assis: A Cartomante, O Espelho e a Arte da Ironia

Português 3ª Série EM Machado de Assis: Contos e Ironia 10 questoes

Atividade de Português para 3ª Série EM sobre Machado de Assis: Contos e Ironia. Pronta para imprimir, editar e compartilhar no CriarProvas.

YH

Por Prof. Ygor Henrique de Oliveira Silva

Professor em formação com anos de experiência em sala de aula, criador e curador do CriarProvas. Atividade gerada com apoio de IA e revisada pelo professor conforme a BNCC. Conheça o autor · LinkedIn

Compartilhar: WhatsApp X
📋

Informacoes Pedagogicas

Alinhamento BNCC

EM13LP46EM13LP45

Sobre esta atividade

O conto é, em Machado de Assis, laboratório da ironia: em poucas páginas, ele monta situações aparentemente simples — uma consulta a uma cartomante, o uso de uma lente herdada — e as desmonta com um desfecho que obriga o leitor a reler tudo. A Cartomante e O Espelho são dois dos mais estudados contos machianos: um sobre a leitura ingênua da profecia e a traição entre amigos; o outro, sobre aparência, honra e o preço da imagem social. Ambos são portas de entrada perfeitas para o realismo — e para a ironia que atravessa a obra inteira de Machado.

O que ensinar

Reconhecer a estrutura do conto realista (poucos personagens, tempo curto, espaço real, desfecho relevante); analisar o narrador de A Cartomante (primeira pessoa, amigo de Vicente, parcial e irônico); interpretar a profecia da cartomante e o desfecho que desmonta a leitura literal; comentar O Espelho: Jacobina, a lente bicolor e a construção da honra pela aparência; identificar ironia, humor e crítica social nos desfechos; relacionar os contos às características do realismo e ao pensamento de Machado sobre a sociedade de seu tempo.

Conteudo abordado

A CARTOMANTE (1884, em Várias Histórias): Raquel consulta uma cartomante sobre a viagem do namorado/marido Vicente; a resposta — “não temas, não morrerás” — é interpretada como segurança da viagem. O narrador é um amigo de Vicente, que frequentava a casa do casal; a ironia do conto está no desfecho: a ameaça não era a viagem, e a leitura literal da profecia se revela enganosa — o amigo/narrador é parte central da trama, e a “segurança” prometida convive com a traição. Narrador em primeira pessoa, parcial e não confiável: o leitor desconfia. TEMAS: amor, amizade, desconfiança, ironia, leitura literal × leitura real. O ESPELHO (1870, em Contos Fluminenses): Jacobina, um bacharel, recebe de um parente militar uma lente bicolor (preta e branca) — o “espelho”; ao usá-la, vê-se refletido como um major de galões — a imagem da honra familiar. Ele passa a se levar a sério, e a aparência organiza sua vida social: a lente materializa o valor que a sociedade dá à honra e à imagem. TEMAS: aparência × realidade, honra, valor social, ironia sobre os costumes. IRONIA MACHIANA: dizer uma coisa e significar outra; os desfechos inesperados obrigam a releitura; o humor é filosófico. REALISMO: personagens comuns (um bacharel, uma moça, um amigo), espaço urbano do Rio de Janeiro, crítica social sem sermão — o conto como radiografia da sociedade.

Como ensinar

Leitura dramatizada de A Cartomante com vozes (narrador, Raquel, Vicente) e debate: “quem trai quem?”; oficina de releitura: identificar as frases em que o narrador esconde o verdadeiro sentido; produção de um conto curto com desfecho irônico e narrador parcial; comparar O Espelho com um conto moderno de aparência/imagem (temas atuais de redes sociais); seminário: “a profecia da cartomante valeria hoje?”.

Maiores dificuldades

Aceitar a leitura literal da profecia (a ironia existe justamente para desmontá-la); confiar no narrador de A Cartomante (é amigo e parcial); reduzir O Espelho a “um conto sobre um espelho mágico” (é sobre honra e aparência); esquecer que o desfecho é parte da construção de sentido; separar ironia de humor bobo (a ironia machiana tem consequências morais); ignorar o contexto: a sociedade carioca oitocentista é personagem dos contos.

Banca
Contos de Machado de Assis: A Cartomante, O Espelho e a Arte da Ironia
Contos de Machado de Assis: A Cartomante, O Espelho e a Arte da Ironia
Português · Machado de Assis: Contos e Ironia · 3ª Série EM · 2026
Depois de cada leitura, pergunte: quem narra? o que ele diz × o que ele quer dizer? o que o desfecho revela? Em seguida, associe às características do realismo e da ironia machiana.
1. O conto A Cartomante, de Machado de Assis, foi publicado originalmente em:
A) Várias Histórias (1884).
B) Contos Fluminenses (1870).
C) Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881).
D) Relatos de uma Descoberta (1900).

2. Em A Cartomante, a profecia “não temas, não morrerás” é interpretada por Raquel como referência:
A) à viagem de Vicente — mas o desfecho do conto desmonta essa leitura literal.
B) à sua própria morte iminente.
C) ao fim do Império.
D) a uma guerra iminente.

3. O narrador de A Cartomante é:
A) um amigo de Vicente, narrador em primeira pessoa, parcial e não confiável.
B) a própria Raquel, narrando sua história.
C) um narrador onisciente imparcial.
D) o próprio Machado de Assis, em documento pessoal.

4. O desfecho de A Cartomante produz efeito de:
A) ironia: a leitura literal da profecia se desfaz, e a amizade entre os personagens é questionada pelo que o narrador escondeu.
B) final feliz convencional, sem tensão.
C) tragédia com morte de todos os personagens.
D) fábula moralizante com lição explícita.

5. Em O Espelho, o objeto que dá título ao conto é:
A) uma lente bicolor (preta e branca), herdada, que faz Jacobina ver-se como um major de galões.
B) um espelho de porcelana chinesa.
C) um quadro de família.
D) a janela de sua casa.

6. A temática central de O Espelho gira em torno de:
A) aparência × realidade e a honra social: como a imagem que se projeta organiza a vida e o valor do indivíduo.
B) a conquista de um tesouro enterrado.
C) a Guerra do Paraguai.
D) a vida de um pintor impressionista.

7. Nos contos de Machado, os desfechos surpreendentes cumprem função de:
A) reorganizar o sentido do texto e obrigar o leitor a uma segunda leitura, sob o signo da ironia.
B) apenas entreter, sem efeito sobre o entendimento.
C) confirmar a previsão do narrador.
D) introduzir elementos fantásticos sobrenaturais.

8. Tanto A Cartomante quanto O Espelho são exemplos do realismo porque:
A) personagens comuns, espaço urbano real, tempo curto e crítica social construída por ironia, sem idealização.
B) apresentam heróis épicos em cenários exóticos.
C) se descuram em civilizações desaparecidas.
D) usam exclusivamente o verso livre.

9. A ironia nos contos machianos pode ser definida como:
A) distância entre o que o texto afirma e o que ele sugere, exigindo do leitor a leitura do implícito.
B) gracejo desconectado da trama.
C) mentira deliberada do autor ao leitor.
D) uso de palavras difíceis sem necessidade.

10. Qual é a melhor síntese do que se aprende com A Cartomante e O Espelho?
A) que a aparência e a leitura ingênua enganam, e que a sociedade julga pelos sinais — sempre sob o olhar irônico de Machado.
B) que cartomentes e espelhos têm poderes sobrenaturais.
C) que o romantismo ainda era a estética dominante em 1880.
D) que os contos machianos servem apenas de passatempo.

Baixe grátis, sem cadastro. Se este trabalho te ajudou, ajude o site a continuar de pé para os professores do Brasil.

Comentarios

Faca login para comentar

Mais sobre "Machado de Assis: Contos e Ironia"

Ver todas →

Pratique com exercicios de Português

Ver todos →
✨

Explore Mais Atividades

Cada uma dessas atividades leva a outras 3, e assim por diante — navegue pela rede!