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Literatura Contemporânea

Português 3ª Série EM Literatura Contemporânea 10 questoes

Atividade de Português para 3ª Série EM sobre Literatura Contemporânea. Pronta para imprimir, editar e compartilhar no CriarProvas.

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Informacoes Pedagogicas

Alinhamento BNCC

EM13LP01EM13LP02EM13LP04

Sobre esta atividade

Atividade sobre Literatura Contemporânea Brasileira para o Ensino Médio, abordando a produção literária do pós-1960 até a atualidade, incluindo poesia concreta, poesia marginal, prosa contemporânea, dramaturgia e as novas vozes da literatura marginal, feminina e afro-brasileira.

O que ensinar

Compreender o contexto histórico e cultural da literatura brasileira contemporânea (Ditadura Militar, redemocratização, globalização, cultura digital); analisar a poesia concreta e seus princípios (verbivocovisual, função lúdica, noigandres); identificar as características da poesia marginal dos anos 1970 (circulação alternativa, coloquialidade, humor); reconhecer autores representativos da prosa contemporânea (Rubem Fonseca, Milton Hatoum, Luiz Ruffato, Daniel Galera, Bernardo Carvalho); discutir a fragmentação, a metalinguagem, o realismo sujo e a narrativa não linear; analisar a literatura marginal periférica e afro-brasileira (Conceição Evaristo, Ferréz, Carolina Maria de Jesus); identificar as contribuições de Manoel de Barros, Adélia Prado, Ferreira Gullar e Dalton Trevisan.

Conteudo abordado

A literatura brasileira contemporânea compreende o período do pós-1960 até os dias atuais, marcado por profundas transformações políticas, sociais e culturais. O contexto histórico inclui a Ditadura Militar (1964-1985), a redemocratização, a globalização, a ascensão da cultura digital e das redes sociais. A poesia concreta, iniciada na década de 1950 com o grupo Noigandres (Décio Pignatari, Augusto e Haroldo de Campos), propõe a exploração visual e sonora do poema, com ênfase no verbivocovisual — a integração entre palavra, som e imagem. O poema concreto é um objeto no espaço, com eliminação do verso tradicional, uso de diagramação, colagem e espaços em branco. O poema-processo (Wlademir Dias-Pino) radicaliza a proposta ao dispensar o suporte verbal. A poesia marginal, também chamada de geração mimeógrafo, surge nos anos 1970 como reação à censura e ao formalismo. Os poetas produziam seus livros de forma artesanal, em mimeógrafos, distribuindo em bares, praias e faculdades. Destacam-se Chico Buarque (poesia), Ana Cristina César, Cacaso, Torquato Neto, Waly Salomão e Paulo Leminski. A linguagem é coloquial, irônica, autobiográfica e de tom confessional. A prosa contemporânea é marcada pela diversidade temática e formal. Rubem Fonseca (Feliz Ano Novo, O Caso Morel) inaugura um estilo de violência urbana, erotismo e linguagem direta e cruel. João Antônio (Malagueta, Perus e Bacanaço) retrata o universo marginal dos malandros e jogadores. Ivan Ângelo (A Festa) e Sérgio Sant'Anna (O Concerto, Um Romance de Geração) exploram a fragmentação narrativa e a metalinguagem. Milton Hatoum (Relato de um Certo Oriente, Dois Irmãos) traz a temática da imigração, da identidade e da memória no Amazonas. Bernardo Carvalho (Nove Noites, Mutação) mescla ficção e não ficção, criando romances-reportagem. Luiz Ruffato (Eles Eram Muitos Cavalos) constrói uma narrativa fragmentada sobre São Paulo. Daniel Galera (Mãos de Cavalo, Barba Ensopada de Sangue) representa a nova geração. Chico Buarque (Leite Derramado, Estorvo) produz uma narrativa lírica e memorialística. A ficção histórica de Ana Miranda (Boca do Inferno) e o memorialismo de Pedro Nava e Murilo Mendes também se destacam. No conto, Dalton Trevisan (O Vampiro de Curitiba) e Lygia Fagundes Telles (A Disciplina do Amor) são referências. Na poesia, Adélia Prado trabalha o cotidiano e o sagrado; Manoel de Barros celebra a infância, o nada e a desimportância com uma linguagem inventiva; Ferreira Gullar escreve o épico Poema Sujo. Na dramaturgia, Nelson Rodrigues (teatro realista), Plínio Marcos, Augusto Boal e Gerald Thomas representam diferentes vertentes. A literatura marginal periférica, com Ferréz (Capão Pecado), e a literatura afro-brasileira, com Conceição Evaristo (Ponciá Vicêncio, Olhos D'Água), Carolina Maria de Jesus (Quarto de Despejo) e Maria Firmina dos Reis (Úrsula), ampliam o cânone com novas vozes e perspectivas identitárias. A literatura contemporânea caracteriza-se pela fragmentação, não linearidade, metalinguagem, realismo sujo, diversidade de vozes e a incorporação de elementos da cultura de massa e digital.

Como ensinar

Iniciar com uma linha do tempo contextualizando os eventos históricos (Ditadura, redemocratização, globalização); exibir poemas concretos projetados e analisar a disposição visual e sonora; distribuir exemplares artesanais de poesia marginal (fotocópias, zines) para simular a circulação alternativa; realizar leitura dramatizada de contos de Rubem Fonseca e Dalton Trevisan; propor análise comparativa entre trechos de Milton Hatoum e Luiz Ruffato quanto à fragmentação narrativa; utilizar excertos de filmes adaptados das obras; promover roda de leitura com poemas de Manoel de Barros e Adélia Prado; discutir a representatividade na literatura com textos de Conceição Evaristo e Ferréz; aplicar exercícios de identificação de características literárias em trechos selecionados.

Maiores dificuldades

Alunos podem ter dificuldade em compreender a proposta visual da poesia concreta, sendo necessário explicar o conceito de verbivocovisual com exemplos práticos; a fragmentação narrativa da prosa contemporânea pode gerar estranhamento, exigindo mediação do professor; a temática da violência em Rubem Fonseca pode demandar contextualização histórica e discussão ética; a distinção entre poesia marginal e poesia concreta deve ser reforçada com exercícios comparativos; a literatura afro-brasileira e marginal requer sensibilidade para discutir questões raciais e sociais. Sugere-se uso de mapas conceituais e tabelas comparativas.

Banca
Literatura Contemporânea
Literatura Contemporânea
Português · Literatura Contemporânea · 3ª Série EM · 2026
Leia atentamente todas as questões antes de responder.
1. Complete a frase: 'A poesia concreta, proposta pelo grupo Noigandres na década de 1950, caracteriza-se pela ______.'
A) exploração da dimensão visual e sonora do poema, integrando palavra, imagem e som (verbivocovisual).
B) ênfase no verso livre e na subjetividade lírica de tom confessional.
C) retomada dos modelos parnasianos de forma fixa e métrica rigorosa.
D) narrativa linear com foco na crítica social e política explícita.

2. A poesia marginal ou 'geração mimeógrafo' dos anos 1970 caracterizava-se por:
A) produção artesanal, circulação alternativa em bares e faculdades, linguagem coloquial e tom irônico.
B) publicação em grandes editoras, com tiragens massivas e distribuição nacional.
C) rigor formal inspirado no concretismo e rejeição do lirismo.
D) temática exclusivamente épica e nacionalista, exaltando o regime militar.

3. Qual das seguintes características é marcante na prosa brasileira contemporânea?
A) Fragmentação narrativa, metalinguagem, diversidade temática e experimentalismo formal.
B) Estrutura linear com começo, meio e fim, seguindo o modelo realista do século XIX.
C) Predomínio do regionalismo nordestino com linguagem erudita.
D) Uso exclusivo da terceira pessoa e onisciência narrativa.

4. A obra de Rubem Fonseca, especialmente em Feliz Ano Novo e O Caso Morel, destaca-se por:
A) retratar a violência urbana, o erotismo e a marginalidade com linguagem direta e crua.
B) explorar a memória familiar e a imigração no Amazonas.
C) construir narrativas fragmentadas sobre a cidade de São Paulo.
D) mesclar ficção e não ficção em romances-reportagem.

5. Milton Hatoum, em obras como Relato de um Certo Oriente e Dois Irmãos, aborda predominantemente:
A) a imigração, a memória e as relações familiares no contexto amazônico.
B) a violência urbana nas periferias do Rio de Janeiro.
C) a poesia concreta e a experimentação visual.
D) a ditadura militar sob a perspectiva dos exilados políticos.

6. O romance Eles Eram Muitos Cavalos, de Luiz Ruffato, é conhecido por:
A) apresentar uma narrativa fragmentada composta por vinhetas que retratam a vida em São Paulo.
B) contar a história linear de um imigrante sírio no Amazonas.
C) ser um romance-reportagem sobre a construção de Brasília.
D) utilizar a forma epistolar para narrar a história de dois irmãos.

7. Daniel Galera, autor de Mãos de Cavalo e Barba Ensopada de Sangue, é um expoente da literatura brasileira contemporânea que:
A) representa a nova geração com narrativas que exploram a identidade, a violência e a memória.
B) pertence ao grupo da poesia concreta e escreve poemas visuais.
C) é conhecido por peças teatrais realistas que criticam a sociedade.
D) escreve contos de terror com ambientação no Sul do Brasil.

8. Conceição Evaristo é uma escritora cuja obra se insere na literatura afro-brasileira contemporânea. Sobre sua produção, é correto afirmar que:
A) aborda a experiência da população negra no Brasil, com protagonismo feminino e denúncia das desigualdades raciais e sociais.
B) retrata a vida dos imigrantes japoneses em São Paulo.
C) escreve exclusivamente poesia concreta de temática amorosa.
D) dedica-se à dramaturgia experimental com influência do teatro do absurdo.

9. A poesia de Manoel de Barros caracteriza-se por:
A) uma linguagem inventiva que valoriza o cotidiano, a infância, o 'nada' e a desimportância das coisas.
B) uma métrica rigorosa com sonetos de temática amorosa.
C) um engajamento político explícito contra a ditadura militar.
D) uma abordagem épica dos grandes feitos históricos do Brasil.

10. Disserte sobre as principais características da literatura brasileira contemporânea (pós-1960), abordando a diversidade de vozes, a fragmentação narrativa, a literatura marginal e a incorporação de novas perspectivas identitárias (afro-brasileira, feminina, periférica). Em sua resposta, cite pelo menos três autores representativos e relacione suas obras às transformações sociais e culturais do período.

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