Figuras de Linguagem
Atividade de Português para 1ª Série EM sobre Figuras de Linguagem. Pronta para imprimir, editar e compartilhar no CriarProvas.
Informacoes Pedagogicas
Alinhamento BNCC
Sobre esta atividade
Atividade sobre figuras de linguagem para o Ensino Médio, explorando recursos estilísticos que conferem expressividade aos textos literários e cotidianos.
O que ensinar
Identificar e classificar as principais figuras de linguagem (palavra, pensamento, sintaxe e som); analisar os efeitos de sentido produzidos por cada figura; aplicar figuras de linguagem na produção textual criativa.
Conteudo abordado
Figuras de linguagem são recursos estilísticos que exploram a expressividade da língua para além do sentido literal. Figuras de palavras (tropos): metáfora (comparação implícita — 'o tempo é um rio que corre'), comparação (com conectivo comparativo — como, tal qual, feito), metonímia (substituição por relação de proximidade semântica: autor pela obra 'ler Machado', marca pelo produto 'comprar uma Coca', causa pelo efeito, continente pelo conteúdo 'beber um copo'), sinédoque (parte pelo todo — 'mil cabeças de gado', singular pelo plural, espécie pelo gênero), catacrese (uso de termo por falta de vocábulo específico — 'pé da mesa', 'braço da cadeira'), antonomásia ou perífrase (substituição por característica marcante — 'Rei do Futebol' por Pelé, 'Cidade Maravilhosa' por Rio). Figuras de pensamento: antítese (oposição de ideias — 'amor e ódio', 'céu e inferno'), paradoxo (contradição aparente com sentido profundo — 'o doce amargo da despedida'), eufemismo (suavização de ideias desagradáveis — 'partiu desta para melhor' por morreu), hipérbole (exagero intencional — 'esperei mil anos', 'morrer de rir'), ironia (dizer o contrário do que se pensa, com tom crítico ou humorístico — 'que inteligente!' para alguém que errou), gradação ou clímax (sequência crescente ou decrescente — 'choro, grito, esperneio'). Figuras de sintaxe ou construção: elipse (omissão de termo subentendido — 'Na sala, apenas o silêncio'), zeugma (elipse de termo já mencionado — 'Maria gosta de maçã; Pedro, de banana'), polissíndeto (repetição de conjunções — 'e chora e ri e canta'), assíndeto (ausência de conjunções — 'vim, vi, venci'), pleonasmo (repetição enfática — 'vi com meus próprios olhos', 'subir para cima'), anáfora (repetição de palavras no início de versos ou frases — 'É preciso amar, é preciso lutar'), inversão ou hipérbato (ordem indireta dos termos — 'Os lindos versos do poeta'), silepse (concordância com a ideia, não com a forma — 'A multidão gritavam'). Figuras de som: aliteração (repetição de consoantes — 'o rato roeu a roupa'), assonância (repetição de vogais — 'sino triste'), onomatopeia (palavra que imita sons — 'toc-toc', 'tic-tac'), paronomásia (palavras de som parecido e sentido diferente — 'comi e dormi', 'casa e casaco'). A identificação correta permite analisar o efeito expressivo e a intencionalidade do autor.
Como ensinar
Analise letras de músicas populares, poemas curtos e propagandas para identificar figuras em contexto real. Crie um jogo de cartas com exemplos para classificação. Proponha que os alunos transformem frases literais em versos com figuras de linguagem.
Maiores dificuldades
Confusão entre metáfora e comparação: destaque a presença (comparação) ou ausência (metáfora) de conectivo comparativo. Dificuldade em distinguir metonímia de sinédoque: simplifique explicando que metonímia envolve relações variadas (autor-obra, marca-produto) enquanto sinédoque é especificamente relação parte-todo. Ironia e paradoxo exigem maturidade interpretativa: use exemplos claros e contextualizados.
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