Ditadura Militar no Brasil (1964-1985)
Atividade de História para 3ª Série EM sobre Ditadura Militar no Brasil (1964-1985). Pronta para imprimir, editar e compartilhar no CriarProvas.
Informacoes Pedagogicas
Alinhamento BNCC
Sobre esta atividade
Atividade sobre a Ditadura Militar no Brasil para o Ensino Médio, abordando o golpe de 1964, os governos militares, os Atos Institucionais, a repressão, o milagre econômico, a oposição e o processo de abertura política.
O que ensinar
Analisar as causas do golpe civil-militar de 1964; Compreender o funcionamento dos Atos Institucionais, especialmente o AI-5; Identificar os mecanismos de repressão e censura do Estado; Avaliar o milagre econômico e suas contradições; Conhecer as formas de oposição e resistência; Analisar o processo de abertura política e redemocratização
Conteudo abordado
A Ditadura Militar no Brasil estendeu-se de 1964 a 1985. O golpe de 1964 ocorreu em 31 de março, depondo o presidente João Goulart (Jango), que havia anunciado reformas de base (agrária, tributária, urbana e educacional). O contexto internacional era da Guerra Fria, e setores conservadores brasileiros (incluindo a Marcha da Família com Deus pela Liberdade) temiam que o Brasil seguisse o caminho de Cuba. A ditadura passou por cinco governos militares: Castelo Branco (1964-67), que institucionalizou o regime com os primeiros Atos Institucionais; Costa e Silva (1967-69), em cujo governo foi decretado o AI-5 (13 de dezembro de 1968), o mais violento dos atos, que fechou o Congresso, suspendeu direitos políticos e estabeleceu a censura prévia; Médici (1969-74), período de maior repressão e do chamado 'milagre econômico' (crescimento médio de 10% ao ano, mas com endividamento externo e concentração de renda); Geisel (1974-79), que iniciou a 'distensão lenta, gradual e segura'; e Figueiredo (1979-85), que deu continuidade à abertura. A repressão foi exercida por órgãos como o DOI-CODI (Destacamento de Operações de Informação - Centro de Operações de Defesa Interna), o SNI (Serviço Nacional de Informações), a censura à imprensa e à cultura, a tortura sistemática de presos políticos e o assassinato de opositores. Casos emblemáticos incluem a morte do jornalista Vladimir Herzog (1975) e do operário Manoel Fiel Filho (1976) nas dependências do DOI-CODI. A oposição manifestou-se de diversas formas: o movimento estudantil (UNE), a luta armada (Guerrilha do Araguaia, ALN de Carlos Marighella, MR-8), o novo sindicalismo liderado por Lula no ABC paulista, e a arte de resistência (MPB com Chico Buarque e Caetano Veloso, Cinema Novo de Glauber Rocha, o teatro de Arena e o Grupo Opinião). A abertura política deu-se com a Lei da Anistia (1979), que concedeu perdão aos crimes de ambos os lados; a campanha das Diretas Já (1984), que mobilizou milhões de brasileiros pela volta das eleições diretas; a eleição indireta de Tancredo Neves no Colégio Eleitoral (1985); e o início da Nova República com a posse de José Sarney.
Como ensinar
Utilizar documentários (como 'Cabra Marcado para Morrer' ou 'O Dia que Durou 21 Anos') e fotografias da época. Promover debates simulados sobre temas controversos como a Lei da Anistia e a atuação da Comissão Nacional da Verdade. Analisar letras de músicas censuradas (Chico Buarque, Geraldo Vandré) e comparar com as versões originais. Trabalhar com relatos de perseguidos políticos e familiares de desaparecidos para desenvolver empatia histórica. Utilizar mapas conceituais para organizar a cronologia dos governos militares.
Maiores dificuldades
O tema é sensível e pode gerar desconforto em alunos com familiares que apoiaram ou foram vítimas do regime. É fundamental manter uma abordagem historiográfica equilibrada e baseada em fontes. A abundância de siglas (AI-5, DOI-CODI, SNI, ALN, MR-8, etc.) pode confundir; recomenda-se um glossário. A complexidade econômica do milagre requer explicação cuidadosa dos indicadores de crescimento versus desigualdade.
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