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Resistência, Diretas Já e Redemocratização no Brasil (1974-1985)

História 3ª Série EM Ditadura Militar: Resistência e Redemocratização 10 questoes

Atividade de História para 3ª Série EM sobre Ditadura Militar: Resistência e Redemocratização. Pronta para imprimir, editar e compartilhar no CriarProvas.

YH

Por Prof. Ygor Henrique de Oliveira Silva

Professor em formação com anos de experiência em sala de aula, criador e curador do CriarProvas. Atividade gerada com apoio de IA e revisada pelo professor conforme a BNCC. Conheça o autor · LinkedIn

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Informacoes Pedagogicas

Alinhamento BNCC

EM13CHS104EM13CHS501

Sobre esta atividade

A ditadura não caiu de uma vez nem foi derrotada por armas: foi sendo desmontada por dentro e pressionada de fora — por movimentos sociais, Igreja, imprensa, artistas e milhões de pessoas nas ruas. Entre 1974 e 1985, o Brasil viveu a abertura “lenta, gradual e segura”, a anistia, as greves operárias, a campanha das Diretas Já e, por fim, a transição para o governo civil de Tancredo Neves. O desfecho desse processo foi a Constituição de 1988, a chamada Constituição Cidadã.

O que ensinar

Explicar a abertura política de Geisel (1974-1979) e seu ritmo controlado (“lenta, gradual e segura”); analisar a Lei da Anistia de 1979 e seus limites; caracterizar a resistência: movimento operário (greves do ABC), movimento estudantil, Igreja Católica (comunidades de base, CPT) e produção cultural; descrever a campanha Diretas Já e a rejeição da emenda Dante de Oliveira (1984); identificar a transição: eleição de Tancredo Neves pelo Colégio Eleitoral (1985), morte de Tancredo e posse de Sarney; relacionar o processo com a Constituição de 1988 (direitos sociais, voto aos 16 anos, criminalização do racismo).

Conteudo abordado

ABERTURA (Geisel, 1974-79): política de “abertura lenta, gradual e segura”, com controle do governo sobre o ritmo; em abril de 1977, o chamado Pacote de Abril fechou o Congresso por 13 dias para impor reformas; assassinatos de Vladimir Herzog (1975) e Manoel Fiel Filho (1976) sob custódia do DOI-CODI-SP corroeram a legitimidade do regime e levaram a mudanças na cúpula; a censura foi relaxada em 1978. ANISTIA (1979): Lei nº 6.683 — anistia “ampla e geral” permitiu o retorno de exilados e a reintegração de cassados, mas não puniu torturadores (“anistia para todos”); o governo Figueiredo ainda decretou o “pluralismo de opiniões” e encerrou o bipartidismo. RESISTÊNCIA: operários do ABC paulista fizeram greves de 1978 a 1980 (novo sindicalismo, lideranças como Luiz Inácio Lula da Silva); Igreja Católica apoiou comunidades de base e a Comissão de Justiça e Paz; o movimento estudantil se reorganizou e a UNE voltou a funcionar em 1979; cultura de resistência (música, teatro, jornais alternativos). DIRETAS JÁ (1983-84): emenda Dante de Oliveira propunha eleição direta para presidente; o governo organizou comícios “antidiretas”; a emenda foi rejeitada na Câmara em 25 de abril de 1984; apesar da derrota, mobilizou milhões e enfraqueceu o regime. TRANSIÇÃO: o Colégio Eleitoral (Congresso + representantes estaduais) elegeu Tancredo Neves (PMDB) em 15/1/1985, derrotando Paulo Maluf (PDS); Tancredo adoeceu antes/durante a posse (15/3/1985, do hospital) e morreu em 21/4/1985; José Sarney assumiu — primeiro civil na presidência em 21 anos. CONSTITUIÇÃO DE 1988: Assembleia Constituinte eleita em 1986 (Ulysses Guimarães presidente); promulgada em 5/10/1988 — “Constituição Cidadã”: direitos sociais, voto aos 16 anos, criminalização do racismo, liberdades religiosas e políticas; marco da democracia vigente. MEMÓRIA: Brasil: Nunca Mais (1985) e Comissão Nacional da Verdade (2012-14).

Como ensinar

Simulação de comícios das Diretas Já (discursos, cartazes, faixas); votação simbólica da emenda Dante de Oliveira em sala; audição de músicas da resistência (“Cálice”, “Acende o Sinal da Aliança”, “Pra Não Dizer Que Não Falei das Flores”); leitura de trechos da Constituição de 1988 (artigos sobre direitos); painel “memória e verdade” com depoimentos da Comissão da Verdade; debate sobre anistia: justiça × reconciliação.

Maiores dificuldades

Achar que a abertura foi generosidade do regime (foi pressão social + cálculo militar); confundir anistia com punição dos torturadores (a lei de 1979 não puniu); esquecer que a eleição de 1985 foi indireta (Colégio Eleitoral) — a presidência direta só voltou em 1989; confundir a rejeição da emenda das Diretas com o fim do movimento (o movimento venceu politicamente); igualar Tancredo e Sarney; desconhecer a Constituição de 1988 como marco da democracia atual.

Banca
Resistência, Diretas Já e Redemocratização no Brasil (1974-1985)
Resistência, Diretas Já e Redemocratização no Brasil (1974-1985)
História · Ditadura Militar: Resistência e Redemocratização · 3ª Série EM · 2026
Organize a linha do tempo da abertura: Geisel (lenta e gradual) → anistia (1979) → greves e sociedade civil → Diretas Já (1984) → Colégio Eleitoral (1985) → Constituinte (1986-88). Cada questão se apoia nessa sequência.
1. A abertura política iniciada com o general Ernesto Geisel (1974-1979) ficou conhecida como:
A) abertura “lenta, gradual e segura”, controlada pelo próprio governo militar.
B) abertura imediata e irreversível, com eleições livres no ano seguinte.
C) abertura determinada por invasão estrangeira.
D) abertura que só se deu após a morte de Tancredo Neves.

2. A Lei da Anistia de 1979 (Lei nº 6.683) permitiu:
A) o retorno de exilados e a reintegração de cassados, mas não houve punição dos torturadores do regime.
B) o julgamento e a prisão de todos os militares envolvidos em tortura.
C) o fechamento do Congresso Nacional.
D) a criação da Comissão da Verdade.

3. As greves operárias do ABC paulista (1978-1980) foram importantes porque:
A) marcaram o surgimento do novo sindicalismo e deram visibilidade a lideranças como Luiz Inácio Lula da Silva, desafiando o regime.
B) foram organizadas pelo governo militar para testar a economia.
C) aconteceram apenas no setor rural do Rio Grande do Sul.
D) resultaram na imediata eleição presidencial direta.

4. A emenda Dante de Oliveira, no contexto das Diretas Já (1983-1984), propunha:
A) eleição direta para presidente da República — e foi rejeitada na Câmara dos Deputados em 1984.
B) o fechamento do Colégio Eleitoral.
C) a prorrogação do mandato de João Figueiredo.
D) o voto obrigatório para analfabetos.

5. As Diretas Já (1983-1984) caracterizaram-se como:
A) uma gigantesca mobilização popular nacional com comícios, faixas e música, exigindo eleição direta para presidente.
B) uma revolta de militares que tomaram o Palácio do Planalto.
C) um movimento exclusivo de artistas, sem participação popular.
D) uma campanha eleitoral oficial do PMDB.

6. Após a rejeição da emenda das Diretas, quem elegeu o presidente que sucedeu a ditadura?
A) o Colégio Eleitoral (Congresso nacional e representantes das assembleias estaduais), que elegeu Tancredo Neves em 15 de janeiro de 1985.
B) o voto direto popular, em eleição de 1984.
C) as Forças Armadas, em consulta aos comandantes militares.
D) o Supremo Tribunal Federal, por indicação do Congresso.

7. Tancredo Neves morreu em 21 de abril de 1985, antes de concluir o mandato. Quem assumiu a presidência?
A) José Sarney, que se tornou o primeiro civil a governar o Brasil em 21 anos.
B) João Figueiredo, que completou o mandato militar.
C) Ulysses Guimarães, presidente da Constituinte.
D) Luiz Inácio Lula da Silva.

8. A Constituição de 1988, apelidada de “Constituição Cidadã”, destacou-se por:
A) ampliar direitos sociais e individuais, estabelecer o voto aos 16 anos e criminalizar o racismo.
B) restringir direitos trabalhistas e proibir greves.
C) manter o bipartidismo ARENA × MDB.
D) dar poderes vitalícios aos presidentes militares.

9. A campanha “Brasil: Nunca Mais”, de 1985, teve como objetivo:
A) reunir e divulgar denúncias de tortura documentadas para a memória do país e o combate à impunidade.
B) promover o turismo internacional.
C) anunciar a nova moeda do país.
D) organizar as comemorações do dia da independência.

10. Qual acontecimento marcou o FIM do regime militar e o início do governo civil?
A) a posse de Tancredo Neves, eleito indiretamente, e a sucessão de Sarney, em 1985.
B) o AI-5, em 1968.
C) a Lei da Anistia, em 1979, por si só.
D) as greves do ABC, em 1980.

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