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Concordância Verbal: Regras e Casos com Exemplos

Aprenda concordância verbal: regra geral com sujeito simples e composto, casos com 'que' e 'quem', verbos impessoais e coletivos, com exemplos comentados e atividades interativas.

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Equipe CriarProvas📅 17/08/2026⏱️ 8 min

A regra geral da concordância verbal

A regra geral é simples: o verbo concorda com o seu sujeito em número (singular ou plural) e pessoa (1ª, 2ª ou 3ª). Para acertar, o primeiro passo é sempre identificar o sujeito da oração.

✏️ Exemplos

Sujeito singular → verbo singular: "O aluno estuda." · "A professora explica."

Sujeito plural → verbo plural: "Os alunos estudam." · "As professoras explicam."

1ª pessoa: "Eu estudo." · "Nós estudamos."

O erro de concordância mais comum acontece quando o sujeito é longo e fica distante do verbo. A mente "esquece" o sujeito e conjuga o verbo com a palavra que vem logo antes. Veja: "O conjunto de medidas adotadas pela diretoria foi aprovado." O sujeito é o conjunto (singular), então o verbo fica no singular — mesmo com "medidas adotadas" logo antes do verbo.

⚠️ Erro clássico: "A maioria dos alunos chegaram." — Muita gente acha que "a maioria" pede plural, mas as duas formas são aceitas pela norma culta: o verbo pode concordar com o núcleo "maioria" (singular → chegou) ou com o termo "dos alunos" (plural → chegaram). A concordância com o núcleo é a mais segura.

Concordância com sujeito composto

Quando a oração tem sujeito composto (dois ou mais núcleos), o verbo vai para o plural, tanto quando o verbo vem antes quanto depois do sujeito.

✏️ Exemplos

"João e Maria estudam na mesma escola." (verbo depois)

"Estudam João e Maria na mesma escola." (verbo antes)

Existem casos especiais do sujeito composto:

  • Núcleos sinônimos ou em gradação: o verbo pode ficar no singular. "A calma e a paciência é (ou são) essencial(is) na sala de aula."
  • Núcleos ligados por "ou": se a ideia é exclusão, verbo no singular: "Marina ou Beatriz assumirá a turma." Se é soma, no plural: "Brasil ou Portugal representam a lusofonia."
  • Núcleos ligados por "nem": verbo no plural: "Nem a chuva nem o vento adiaram a festa."
  • "Com" ligando sujeitos: o verbo pode concordar com o primeiro núcleo: "O diretor com os professores participou da reunião."

⚠️ Atenção: quando o sujeito composto vem depois do verbo e é formado por palavras de pessoa gramatical diferente, o verbo concorda com a mais importante: "Eu e você vamos." (1ª pessoa prevalece).

Concordância com 'que' e 'quem'

Os pronomes relativos que e quem geram regras específicas de concordância, muito cobradas em provas.

Concordância com "que"

Quando o relativo que funciona como sujeito, o verbo concorda com o antecedente do pronome.

✏️ Exemplos

"Sou eu que pago." → o antecedente é "eu" → 1ª pessoa.

ele que paga." → o antecedente é "ele" → 3ª pessoa.

"Somos nós que pagamos." → 1ª pessoa do plural.

Concordância com "quem"

Com o relativo quem, o verbo fica sempre na 3ª pessoa do singular (ou concorda com o antecedente, embora a 3ª pessoa seja a forma mais aceita e segura).

✏️ Exemplos

"Fui eu quem fez o trabalho." (mais aceito)

"Somos nós quem faz a diferença." → verbo na 3ª pessoa do singular, concordando com "quem".

💡 Dica de prova: quando a alternativa tiver "sou eu que" ou "é ele que", o verbo acompanha o pronome anterior. Quando tiver "quem", use a 3ª pessoa do singular — é a forma cobrada na maioria das bancas.

Verbos impessoais e sujeito coletivo

Os verbos impessoais são aqueles que não têm sujeito e, por isso, ficam sempre na 3ª pessoa do singular. Os principais são haver (no sentido de existir ou tempo decorrido), fazer (tempo decorrido ou fenômeno da natureza) e os que indicam fenômenos da natureza (chover, ventar, nevar).

✏️ Exemplos

"Havia muitos alunos na sala." (nunca "haviam")

"Faz dois anos que me formei." (nunca "fazem")

"Choveu a semana toda."

Já o sujeito coletivo (multidão, bando, grupo, manada) pede verbo no singular, mesmo que seja formado por muitas pessoas ou coisas:

✏️ Exemplos

"A multidão invadiu o estádio."

"O bando de pássaros levantou voo."

Se o coletivo for especificado, o verbo pode concordar com o especificador: "A multidão de torcedores invadiu (ou invadiram) o estádio."

⚠️ Atenção: "haviam pessoas", "fazem dez anos" e "existem" (este é correto, pois o verbo existir tem sujeito!) são fonte constante de confusão. Lembre-se: haver e fazer impessoais ficam no singular; existir concorda com o sujeito.

Outros casos particulares

Alguns verbos têm concordância própria que costuma gerar dúvidas:

  • "Um dos que" + verbo: o verbo pode ficar no plural (mais aceito) ou no singular. "Ele é um dos alunos que participaram."
  • Expressões "mais de", "menos de", "cerca de": o verbo concorda com o numeral. "Mais de um aluno faltou." · "Mais de dez alunos faltaram."
  • Porcentagens: o verbo concorda com o número ou com o especificador. "50% dos alunos foram aprovados." · "50% da turma foi aprovada."
  • Pronome "se" (índice de indeterminação): verbo na 3ª pessoa do singular. "Precisa-se de professores." Já com partícula apassivadora, o verbo concorda: "Vendem-se casas."

💡 Dica de prova: em questões de concordância, sublinhe o sujeito antes de analisar o verbo. A maioria dos erros vem de concordar com a palavra errada (ex.: o objeto direto em vez do sujeito).

Você sabia?

A origem de "a gente"

Em português medieval (século XIII), "a gente" fazia concordância no plural: "a gente foram ao mercado". A concordância no singular só se consolidou no século XVII, possivelmente por influência do francês "on" (que é singular)."

Fonte: Celso Cunha, Nova Gramática do Português Contemporâneo
Concordância ×发达症

O erro de concordância mais comum no Brasil é o de proximidade: "Chegaram muitas pessoas na fila" vs "Muitas pessoas chegaram na fila" — a segunda é gramaticalmente correta porque o sujeito é "muitas pessoas"."

O verbo "fazer" no tempo

A expressão "faz tempo que não te vejo" é correta, mas "faz dois anos que estudo" também é — o verbo "fazer" concorda com o sujeito de duas maneiras possíveis, ambas aceitas pela norma culta."

Atividade 1: Concordância verbal — regra geral

Leia cada frase e escolha a forma verbal correta, considerando a regra da concordância com o sujeito.

1. Os estudantes do 7º ano ______ ao passeio da escola.

2. A multidão ______ o estádio em poucos minutos.

3. ______ muitos alunos na sala ontem.

4. Sou ______ que mais se esforça na turma.

5. Mais de um aluno ______ a aula de hoje.

Atividade 2: Casos especiais

Agora, treine os casos especiais: sujeito composto, 'que', 'quem', porcentagens e verbos impessoais.

1. João e Maria ______ cedo todos os dias.

2. Fui eu quem ______ o relatório.

3. ______ três anos que ela estuda inglês.

4. 50% dos candidatos ______ a prova.

5. ______ casas e apartamentos neste bairro.

💬 Opiniões e Dicas

O que quem ensina português acha de verdade sobre este tema? Reunimos opiniões e dicas práticas de professores e especialistas para você estudar do jeito certo — e economizar tempo.

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Identificar o sujeito é 90% do caminho Prof. Ricardo Almeida · Professor de Língua Portuguesa

A concordância verbal só fica difícil quando você pula a etapa de achar o sujeito. O verbo não concorda com a palavra mais próxima — concorda com o núcleo do sujeito. 'O conjunto de medidas foi aprovado' — quem? o conjunto. Ensine esse passo primeiro; o resto é aplicação.

⚖️
Sujeito composto = verbo no plural Equipe CriarProvas

Regra de ouro: dois núcleos = verbo no plural ('João e Maria estudam'). As exceções ('ou' com exclusão, núcleos sinônimos, 'com' ligando) são poucas e bem marcadas — decore as exceções, não a regra.

🧠
'Que' e 'quem': o par que decide Equipe CriarProvas

Guarde: com 'que', o verbo concorda com o antecedente ('sou eu que faço'); com 'quem', fica na 3ª pessoa do singular ('sou eu quem faz'). Essa distinção é questão clássica — memorize o par 'eu que faço / eu quem faz'.

🚫
O 'se' revela o tipo de concordância Equipe CriarProvas

Quando aparecer 'se', teste: se dá para transformar em voz passiva, é apassivadora e concorda ('vendem-se casas' = casas são vendidas); se não dá, é indeterminação e fica no singular ('precisa-se de professores').

Perguntas Frequentes

Quando o verbo concorda com o sujeito composto?

Com sujeito composto, o verbo vai para o plural: 'João e Maria estudam'. Exceções: núcleos sinônimos (singular ou plural), ideia de exclusão com 'ou' (singular) e núcleos em gradação.

Qual a diferença entre 'sou eu que' e 'fui eu quem'?

Com 'que', o verbo concorda com o antecedente: 'sou eu que faço', 'é ele que faz'. Com 'quem', o verbo fica na 3ª pessoa do singular: 'sou eu quem faz', 'fomos nós quem fez'.

'Havia' ou 'haviam'?

Sempre 'havia' quando o verbo haver significa existir ou indica tempo decorrido: 'havia muitos alunos', 'havia duas semanas'. O verbo é impessoal e fica no singular.

Como concorda 'um dos que'?

O verbo pode ficar no plural (forma mais aceita) ou no singular: 'ele é um dos alunos que participaram' (ou 'participou'). A forma plural é a mais recomendada.

O que é a partícula 'se' na concordância?

Se é índice de indeterminação do sujeito, o verbo fica no singular ('precisa-se de professores'). Se é partícula apassivadora, o verbo concorda com o sujeito ('vendem-se casas').

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