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Concordância em Provas: 20 Frases Clássicas com Gabarito Comentado

Concordância nominal e verbal em 20 frases clássicas de prova: sujeito deslocado, verbos impessoais, coletivos, a gente/nós e sujeito atrativo — com gabarito comentado e atalhos de prova.

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Prof. Ygor Henrique
📅 06 de out. de 2026⏱️ 10 min de leitura
Concordância em Provas: 20 Frases Clássicas com Gabarito Comentado
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Neste artigo

  1. 1.Concordância nominal e verbal: o mapa
  2. 2.Os 5 erros clássicos (com a versão corrigida)
  3. 3.20 frases clássicas com gabarito comentado
  4. 4.Onde as bancas mais cobram concordância
  5. 5.Checklist de revisão em 3 passos (para a prova e para corrigir redações)
  6. 6.Concordância nominal: os erros que aparecem no meio do enunciado
  7. 7.Como ensinar concordância em 3 aulas
  8. 8.Perguntas Frequentes

Concordância é onde a norma culta deixa de parecer decoreba e vira lógica: o verbo concorda com o sujeito — e só com ele. O problema é que os enunciados de prova escondem o sujeito atrás de adjuntos, vírgulas e palavras atrativas. Por isso, decoreba pura falha justamente nas frases mais cobradas. Neste guia: os 5 erros clássicos explicados, 20 frases de prova com gabarito comentado, os atalhos que resolvem a questão em 10 segundos e uma sequência de aula pronta para usar amanhã.

Estante de livros de gramática e língua portuguesa para estudar concordância
Concordância se domina com um método: achar o sujeito antes de olhar o verbo.

Concordância nominal e verbal: o mapa

Concordância verbal é a relação entre sujeito e verbo: “os alunos chegaram” (plural), “o aluno chegou” (singular). O verbo precisa concordar em número — e, no caso dos pronomes do sistema de pessoa, em pessoa também (“a gente chegou”, “nós chegamos”).

Concordância nominal é a relação entre substantivo e seus termos dependentes: artigo, adjetivo e pronome adjetivo. Exemplo: “Os meninos altos chegaram” — artigo, flexão do substantivo e adjetivo andam juntos no plural. Erros como “a os menino”, “essas problema” ou “muitos água” são concordância nominal, não verbal — e as provas adoram cobrar os dois no mesmo item.

A regra-mãe que resolve quase tudo: ache o núcleo do sujeito (quem? o quê?) e ignore tudo o que só especifica. “Uma multidão de curiosos se formou”: quem se formou? A multidão — singular. O “de curiosos” é acompanhante, não sujeito.

Vale separar também as duas “primas” que se confundem em prova: concordância decide número e pessoa (sujeito + verbo; substantivo + acompanhantes), enquanto regência decide a preposição que um verbo ou nome exige (“gostar de”, “assistir ao jogo”, “falta para”). Um item pode errar as duas de uma vez: “O público gostaram da apresentação” tem erro de concordância (sujeito singular) e, se viesse com preposição trocada, também erro de regência. Leia o enunciado perguntando primeiro “o que está errado: número ou preposição?” — item que mistura os dois só passa quem separa.

Os 5 erros clássicos (com a versão corrigida)

1. Sujeito escondido ou deslocado

Quando o sujeito vem depois do verbo ou está entre vírgulas, o aluno “concorda” com a palavra errada.

Chegaram os novos alunos, ao que parece. → Chegaram os novos alunos. (plural: sujeito = alunos)

Entre os candidatos, destacaram-se a estudante mais jovem. → destacou-se (sujeito = a estudante)

2. Verbos impessoais confundidos

Fazer (tempo), haver (existir), chover, nevar e carecer não têm sujeito: ficam sempre no singular — mesmo com “muita gente” por perto.

Fazem dois anos que estudo italiano. → Faz dois anos…

Houveram quatro reclamações. → Houve quatro reclamações.

3. Coletivos no singular e no plural

Coletivo unitário (grupo, turma, classe, comissão, multidão) pede singular quando a ação é conjunta; pede plural quando os integrantes agem separadamente.

O grupo reuniram-se na sala. → O grupo reuniu-se…

“Os integrantes do grupo discutiram” — aqui o sujeito é “integrantes” (plural).

4. A gente vs. nós

“A gente” tem significado de “nós”, mas gramaticalmente é 3ª pessoa do singular: todo verbo ao redor fica no singular.

A gente foram ao museu. → A gente foi ao museu.

Para plural: use “nós fomos” — e nunca misture os dois (“a gente fomos” é erro garantido).

5. Palavras atrativas

Número, quantidade, parte, maioria + “de + plural” atraem o verbo para o plural — mas o núcleo é singular.

A quantidade de erros aumentaram. → aumentou

Cuidado com o inverso: “o que importa são os detalhes” é aceitável porque “o que” pode retomar sentido plural — casos polêmicos assim evite em prova.

20 frases clássicas com gabarito comentado

Resolva primeiro, confira depois. Metade das frases está correta — e identificar por que está correta é o treino que mais cai em prova:

#Frase de provaGabaritoComentário
1(Fazem/Faz) dois anos que estudo italiano.Faz“Fazer” indicando tempo é impessoal: singular sempre.
2(Faltam/Falta) dez minutos para o sinal.FaltamAqui há sujeito de verdade: “dez minutos” (plural).
3(Houveram/Houve) quatro reclamações sobre o serviço.Houve“Haver” = existir → impessoal, singular.
4(Há/Faz) treze anos que a escola oferece o curso.Há“Há” de tempo é verbo haver, singular — não se troca por “faz”.
5(Teve/Houve) muita gente na fila da bilheteria.HouveNorma culta para existência: “houve”; “muita gente” não pluraliza o impessoal.
6O grupo (reuniram-se/reuniu-se) na sala de aula.reuniu-seColetivo unitário: ação conjunta → singular.
7A turma do 2º ano (ganhou/ganham) o torneio regional.ganhou“Turma” como unidade pede singular.
8A comissão organizadora (anunciaram/anunciou) as novas datas.anunciouColetivo + ação conjunta → singular. (“Os integrantes da comissão anunciaram” seria plural.)
9Uma multidão de curiosos (se formou/se formaram) em frente ao estádio.se formouNúcleo = “uma multidão”; “de curiosos” só especifica.
10A quantidade de erros (aumentaram/aumentou) após a mudança.aumentouPalavra atrativa: núcleo “quantidade” é singular.
11O número de estudantes matriculados (cresceu/cresceram) no ano letivo.cresceuSingular: sujeito = “o número”.
12A gente (foram/foi) visitar o museu de ciências.foi“A gente” pede verbo na 3ª pessoa do singular.
13Nós (fomos/foi) visitar o museu na terça-feira.fomos“Nós” pede plural — e só ele.
14Entre os candidatos, (destacaram-se/destacou-se) a estudante mais jovem.destacou-seSujeito posposto e singular: “a estudante mais jovem”.
15(Foram aprovados/Foi aprovado) cinco candidatos na etapa final.Foram aprovadosSujeito posposto com numeral: concorda com “cinco candidatos”.
16Os (menino/meninos) deixaram a sala antes do sinal.meninosConcordância nominal: flexão do substantivo no plural.
17Os livros que (chegou/chegaram) ontem já estão na estante.chegaramO verbo do relativo retoma o sujeito “livros”.
18Cada um dos alunos (devem/deve) entregar o trabalho.deve“Cada um” é distributivo: sempre singular.
19Tanto os textos quanto as imagens (foi/foram) analisados.foram“Tanto…quanto” soma sujeitos → plural.
20(Existem/Existe) uma justificativa para o atraso.ExisteSujeito posposto e singular: “uma justificativa”.

Atalho de prova: teste do “quem?”

  • Pergunte “quem?” ou “o quê?” ao verbo. A resposta é o sujeito — ignore tudo o que estiver antes, depois e entre vírgulas.
  • Se a resposta for “ninguém” (faz tempo, choveu, houve), o verbo é impessoal: singular.
  • Se aparecer número/quantidade/maioria/partes + de + plural, olhe o núcleo antes do “de”: ele manda no verbo.
  • Viram “a gente”? Canetem singular no verbo e nos adjetivos próximos.

Onde as bancas mais cobram concordância

Analisando o padrão das provas recentes de norma culta, as 4 faixas mais frutíferas são: (1) frases com sujeito posposto ou separado por vírgulas, quase sempre com “entre os candidatos…” ou “ao que parece…” no meio; (2) verbos impessoais com sujeito atrativo por perto — o combo “houve muitas reclamações” é campeão absoluto; (3) “a gente” e “nós” no mesmo enunciado, para confundir quem decora em vez de entender; (4) artigo e flexão em substantivos coletivos — “o grupo” contra “os integrantes do grupo” é o par que mais separa nota de 9 de nota 7. Se a turma dominar essas quatro faixas, a questão de concordância deixa de ser sorte e vira bônus.

Checklist de revisão em 3 passos (para a prova e para corrigir redações)

Depois de escrever ou resolver, faça uma passada só de concordância — separada da revisão de ortografia, porque trocar de “lente” evita releitura cega:

  1. Sublinhe todos os verbos do texto ou do item. Em uma frase longa costumam esconder-se dois — e o segundo é o que a banca cobra.
  2. Circule o sujeito de cada verbo com o teste do “quem?”. Se o sujeito estiver entre vírgulas ou depois do verbo, escreva o número (S ou P) ao lado do verbo antes de decidir.
  3. Cheque os atrativos: existe “a gente”, impessoal (fazer/haver) ou “número/quantidade + de + plural”? Se sim, releia a regra específica — é onde mora 80% dos erros de turma inteira.

Na correção de redação, faça o mesmo procedimento em dois minutos: dois círculos, um risco de caneta e o aluno aprende a reler o próprio texto com olhos de corretor — longe de remarcar só ortografia, que é a revisão que menos melhora nota.

Concordância nominal: os erros que aparecem no meio do enunciado

Muitos erros de “norma culta” nem são verbos. Os campeões de prova:

  • Artigo errado: “a os meninos” → “os meninos”; “em as aulas” → “nas aulas”. O artigo concorda em gênero e número com o substantivo — e as contrações (em+a = na) são automáticas.
  • Substantivo sem flexão: “esses problema” → “esses problemas”; “muitos água” → “muita água”. Repare que muitos/muita já entrega o gênero do que vem depois.
  • Pronome adjetivo trocado: “minhas tarefas” ✓, “as tarefas minhas” (coloquial) — em prova, prefira o pronome antes do substantivo.
  • Adjetivo no plural desmarcado: “as provas difíceis” — o adjetivo acompanha o substantivo; em dupla (artigo + substantivo), qualquer um dos dois marca o plural, mas a leitura fica mais clara com os dois.
Corredor de biblioteca com estantes cheias de livros para revisar norma culta antes da prova
Livros de referência na estante resolvem as dúvidas de concordância mais difíceis.

Como ensinar concordância em 3 aulas

Aula 1 — Achar o sujeito: só frases com sujeito deslocado e entre vírgulas. A turma marca com cores: sujeito de um lado, verbo do outro, ajuste de canetinhas. Meta: zerar o “concorda com a palavra errada”.

Aula 2 — Impessoais e coletivos: liste fazer/tempo, haver/existir, choveu; depois grupo/turma/comissão. Cartões com frases para classificar em 3 caixas (impessoal / coletivo singular / plural).

Aula 3 — Gabarito comentado: resolva as 20 frases desta página em formato quiz oral, pedindo sempre o “quem?” antes do palpite. Feche com os exercícios interativos e uma mini-verificação de 5 itens.

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Perguntas Frequentes

Como saber se o verbo fica no singular ou no plural?

Pergunte “quem?” ou “o quê?” ao verbo: a resposta é o sujeito, e é com ele que o verbo concorda. Se não houver resposta (faz tempo, choveu, houve), o verbo é impessoal e fica no singular. Ignore adjuntos e palavras entre vírgulas.

“A gente vamos” está errado?

Sim. “A gente” significa “nós”, mas gramaticalmente é 3ª pessoa do singular: o correto é “a gente vai” ou, no plural, “nós vamos”. Nunca misture os dois sistemas na mesma frase.

Por que “faz dois anos” e “faltam dez minutos” são diferentes?

Porque “fazer” com valor de tempo é impessoal (sem sujeito → singular: “faz dois anos”), enquanto “faltar” aqui tem sujeito de verdade: “dez minutos” (plural → “faltam dez minutos”). O mesmo vale para haver/existir: sempre singular.

“A maioria dos alunos aprovou ou aprovaram”?

Em provas de concordância, prefira o singular quando o núcleo é coletivo: “a maioria dos alunos aprovou” — o “dos alunos” especifica, não é sujeito. Formas com verbo plural circulam na escrita informal, mas em item de norma culta a segura é a singular.

Concordância nominal é a mesma coisa que concordância verbal?

Não. Nominal é entre substantivo e seus acompanhantes (artigo, adjetivo, pronome): “os meninos altos”. Verbal é entre sujeito e verbo: “os meninos chegaram”. Provas de norma culta cobram as duas — e a pegadinha é justamente trocar uma pela outra.

Resumo em 1 linha: ache o sujeito (teste do “quem?”), desconfie de impessoais, coletivos e palavras atrativas — e confira se artigo e adjetivo acompanham o substantivo.

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Escrito por

Prof. Ygor Henrique de Oliveira Silva

Professor e Criador do CriarProvas

Professor e criador do CriarProvas. Escreve sobre avaliação escolar, BNCC, ENEM e uso de inteligência artificial na educação, com foco em materiais prontos para sala de aula.

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